Foco em salvar vidas
O cirurgião Mariano de Almeida Menezes vai passar mais um Réveillon longe dos familiares, por causa do trabalho. Em seis anos de profissão, esta é a terceira vez que experimenta a ''estranha sensação'', como ele mesmo define.
Menezes conta que abdicar da festa, no entanto, vai ser ainda mais complicado do que nos anos anteriores, já que seria a primeira após o seu casamento. ''Tenho um ano de casado e seria a primeira passagem de ano na casa dos meus sogros. Não é fácil, mas faz parte da profissão'', pondera.
Plantonista de cirurgia-geral no Hospital Evangélico, ele garante que ajuda a esposa Paula Carolina nos preparativos para a comemoração e já projeta algumas dificuldades enfrentadas por ela. Um ou outro convidado, por exemplo, que possa fazer comentários do porque o médico não compareceu.
Outro ''trauma'', segundo o cirurgião, é o pós-festa que gera uma sensação ruim. ''Quando me encontram comentam a festa e dizem 'que pena que você perdeu'. É difícil e às vezes até constrangedor'', diz.
Menezes, afirma seguir o ditado que médico se casa duas vezes, primeiro com a esposa e depois com a profissão. Por isso conversa bastante com sua companheira para que se acostume, mas nem sempre foi assim. Ele lembra que anos atrás deixou de festar com os seus pais.
A estreia em um plantão de Réveillon, ainda como residente no Hospital Universitário de Londrina, foi inesquecível. ''Estava triste porque era o primeiro longe da família. Nós (plantonistas) saímos do hospital e acompanhamos os fogos de artifício e nos abraçamos'', relembra. ''Nunca esqueço, naquela noite comemomos filé de pintado com molho de coco'', completa.
As viradas de ano no trabalho trouxeram para Menezes, além de lembranças, experiência. Hoje o médico se diz pronto para ter muito trabalho enquanto outros festam. ''Há um fluxo grande de pessoas em noites de festa, então tenho que estar focado no plantão.'' (V.F.)





