Marcos NegriniSujeiraOs técnicos
localizaram
20 focos
do mosquito
da dengue
em apenas
um quintal;
perigo da
dengue
hemorrágica
é grande
em vários
bairros de
MaringáA primeira residência visitada ontem pelos agentes da Fundação Nacional de Saúde (FNS), na abertura de mais uma campanha de combate ao mosquito Aedes aegypti em Maringá, era uma mostra de como os moradores não devem manter o quintal. Na área, com menos de 100 metros quadrados, foram identificados 20 focos do mosquito transmissor da dengue. O quintal é de uma residência desabitada, com mato e lixo por toda lado. Pneus, garrafas, caixa d’água e latas com água serviam de criatórios para o Aedes aegypti.
A nova campanha foi desencadeada depois de um levantamento realizado pelos técnicos da FNS, que detectaram uma média de 21% de residências com o mosquito da dengue em toda a cidade. O índice aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como tolerável é de 2% de focos do Aedes Aegypti. Como Maringá já registrou uma epidemia de dengue, em 1995, com 829 casos confirmados da doença, os órgãos de saúde pública retomaram a campanha de combate ao mosquito. Na época da epidemia a média de mosquitos por residência era de 43%.
A casa visitada ontem fica em uma das áreas de maior risco, na Vila Operária. Junto com a região do Aeroporto, o bairro teve uma média de 32 focos do mosquito a cada 100 residências visitadas. Outros locais de risco, divulgado pela FNS, são o Jardim Alvorada com 24% de incidência, o conjunto Branca Vieira com 16% e o Cidade Alta com 15%. Desde o ano passado nenhum caso de dengue foi confirmado na cidade.
Mesmo assim existem riscos, alertam os órgãos de saúde. A pessoa que já contraiu a doença pode pegar a dengue hemorrágica em caso de nova contaminação. A dengue hemorrágica apresenta risco de vida ao paciente, e como os focos do mosquito estão praticamente nos mesmos locais onde foram detectados os casos de 95 e 96, a preocupação é grande. Em 96, foram 146 casos notificados e 77 confirmados.
O secretário municipal de Saúde, Ivan Murad, explica que o governo federal liberou R$ 540 mil para o combate à dengue no município. ‘‘Mas precisamos da colaboração da comunidade’’, pede ele. Murad diz que mesmo com os agentes contratados pelo município e da fundação, e com as pulverizações previstas, não existe como eliminar os focos do mosquito se a população não cooperar.

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