FNS mantém plantão contra a dengue
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quinta-feira, 01 de janeiro de 1998
Lucinéia Parra Maringá 
A Fundação Nacional de Saúde (FNS) mantém uma equipe de plantão neste feriado para controlar o índice de infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, em Maringá. Além da aplicação de defensivos através de pulverização nos bairros mais infestados pelo mosquito, os agentes sanitários começaram, há mais de uma semana, um trabalho de conscientização no terminal rodoviário. O objetivo é identificar e alertar os turistas que chegam de regiões consideradas endêmicas para passar o Ano Novo na cidade.
De acordo com o educador sanitário Osmar Batista, o índice de infestação do Aedes aegypti no município é de 10%. A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza um índice tolerável de até 1,5%. Apesar do índice estar bem abaixo do registrado em 96 em Maringá - quando chegou a 40% - Batista alerta para os riscos de proliferação nesta época do ano, em decorrência do calor e das chuvas. Segundo ele, em alguns bairros a infestação é preocupante.
Autorização A FNS está intensificando a aplicação de defensivos, apesar de uma portaria baixada no início do ano proibindo o uso deste tipo de produto. Estamos aplicando o fumacê porque a Fundação recebeu do prefeito de Maringá um pedido de autorização para este trabalho, tendo em vista o elevado índice de mosquito na cidade, explicou Batista.
Este ano, 19 casos de dengue foram confirmados clinicamente pela Secretaria de Saúde de Maringá. De acordo com a chefe do setor de epidemiologia da 15ª Regional de Saúde Noriko Misuta, um caso de dengue é considerado clinicamente confirmado quando o exame laboratorial tiver resultado negativo, mas o paciente apresentar os sintomas compatíveis da doença. Em 96, a Regional de Saúde registrou 136 casos suspeitos de dengue. Destes, 80 foram confirmados, sendo 35 através de exames laboratoriais e 45 por avaliação médica.
Os sintomas da dengue são vômitos, dor de cabeça e febre. O que mais preocupa os agentes sanitários de Maringá é o risco da dengue hemorrágica que é suscetível em pessoas que já tiveram a dengue tipo 1, ou seja, todos os casos confirmados em 96 e 97. A dengue hemorrágica pode levar à morte.


