FNS intensifica ação para prevenir a dengue
Silvana Leão
De Londrina
Agentes da Fundação Nacional de Saúde (FNS) e funcionários contratados pelo Programa Nacional de Erradicação do Aedes aegypti (PEAa) estão aproveitando o inverno para intensificar os trabalhos de prevenção e controle da dispersão do mosquito causador da dengue. Nos meses frios, praticamente não são registrados casos da doença.
Ao todo, 168 pessoas - entre agentes que fazem as visitas a campo, agentes que supervisionam os trabalhos e aqueles que incentivam a mobilização comunitária - lutam contra o tempo para tentar manter um baixo índice de dispersão até a entrada do verão. Atualmente, este índice está em 2,44%, ou seja, a cada 100 casas ou estabelecimentos comerciais visitados, em 2 há presença do mosquito. O objetivo é que no verão o índice chegue a no máximo 4%.
Segundo o supervisor-geral das operações de campo da FNS - distrito sanitário de Londrina, José Carlos Moraes, em março de 98 foi registrado um índice de 19% de dispersão do mosquito. A esperança de diminuir consideravelmente a presença do Aedes aegypti no verão baseia-se no aumento de pessoas trabalhando para isso. Em agosto do ano passado foi firmado o convênio entre município e Ministério da Saúde que resultou no PEAa e na contratação de 120 agentes só para as visitas a campo.
Além destes, há 22 agentes da FNS supervisionando as operações, 20 pessoas que integram núcleos vinculados à Autarquia Municipal de Saúde e seis funcionários que fazem parte da Equipe de Operações de Inseticida, responsável por visitas quinzenais e borrifação de inseticida em pontos estratégicos, como borracharias, ferros-velhos e cemitérios. Em anos anteriores, apenas 40 funcionários trabalhavam no combate ao mosquito em toda a cidade, que tem aproximadamente 120 mil imóveis.
Se não houver medidas preventivas no inverno, quando chegar o verão o índice será muito alto e, com certeza, haverá casos de dengue. No verão nós acabamos nos dedicando a apagar incêndios, concentrando as ações onde os casos se intensificam, afirma José Carlos Moraes. De acordo com o supervisor, a maioria dos agentes trabalha em duas atividades básicas: levantamento de índices (através da captura de larvas e medição da dispersão do vetor) e eliminação de criadouros ou tratamento dos que não podem ser removidos.





