Técnicos da Fundação Nacional de Saúde (FNS) em Maringá denunciaram ontem que pessoas não autorizadas pelos governos federal, estadual e municipal estão cobrando serviços de combate ao mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue. A FNS lembrou aos que moram em casas, principalmente dos bairros Zona 5, Aeroporto e Vila Operária, que os 92 técnicos do órgão não estão mais borrifando inseticida nas residências.
‘‘Nas casas, jogamos apenas o larvicida em águas paradas, orientamos os moradores e os ensinamos como evitar a presença do mosquito’’, disse o chefe do subdistrito da FNS em Maringá, Claudino Martins de Souza. O inseticida está sendo jogado apenas em borracharias e ferros-velhos.
Segundo Souza, os moradores devem prestar atenção nas roupas que estão sendo utilizadas pelos agentes da FNS e da Secretaria Municipal de Saúde de Maringá - boné azul, desenho do mosquito na frente do boné, camiseta branca com emblema da FNS e da Secretaria de Saúde.
Pelas denúncias apresentadas por seus funcionários, Souza conta que pessoas desempregadas, com bombas especiais para borrifar inseticida, estão entrando em casas de pessoas idosas, de preferência, se apresentando como funcionários do governo e cobrando o serviço dessas pessoas.
‘‘Sabemos de casos de falsos funcionários que dizem aos moradores que o serviço custa R$ 2,50. Quando o trabalho termina, a conta mostrada ao dono da casa já está na casa dos R$ 50,00. E eles ainda têm a cara-de-pau de dizer que R$ 2,50 é o preço de apenas uma dose do veneno. E ainda por cima dizem que naquela casa foi necessário usar 10, 20 doses, quando na verdade eles estão jogando apenas água suja no quintal das casas’’.
O serviço é gratuito e está sendo feito desde setembro em todas as casas da cidade. Os agentes fizeram curso especial de combate à dengue. Maringá já registrou neste ano 14 casos de dengue, nenhum fatal. Em 1995, foram 829 os casos registrados em Maringá e em 1996, 80, enquanto que em 97, apenas 1.
‘‘Mas 14 casos dá uma média de 9 casas com larvas do mosquito em cada 100 residências pesquisadas. É um índice muito alto. A Organização Mundial de Saúde diz que o normal seria uma média de duas em cada 100 casas’’, afirmou Souza.
Ontem, uma caminhonete da Funasa borrifou o inseticida ‘‘Fulitiol’’ nas borracharias e ferros-velhos do bairro Jardim Alvorada. Na Borracharia Vila Rica, o proprietário Valdir Rodrigues de Carvalho disse que é a quarta vez este ano que a FNS borrifa com veneno os pneus velhos e empilhados ao lado da loja.Marcos NegriniPanfletagemAgente da FNS entrega folheto com orientações sobre a dengue à dona de casa do bairro AeroportoMarccio W. Varella

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