FNS está de prontidão contra dengue
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quinta-feira, 23 de outubro de 1997
Lucinéia Parra 
Maringá
Marcos NegriniAgentes da FNS aplicam defensivos através de pulverizaçãoA elevada temperatura registrada nos últimos dias em Maringá deixou em estado de alerta os agentes da Fundação Nacional de Saúde (FNS).
O medo de um novo surto de dengue na cidade é constante, já que o índice de infestação do mosquito Aedes aegypti é de 5,71%, bem maior do que o máximo permitido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 1,5%.
Para impedir a proliferação do mosquito neste verão, os agentes da FNS estão desenvolvendo o trabalho de visitas domiciliares, para orientar os moradores sobre a necessidade de retirar dos quintais todo material que tenha água parada ou que possa acumular água.
Nos locais suspeitos é aplicado larvicida e nos bairros onde há casos confirmados de dengue, os agentes aplicam defensivos através de pulverização.
O supervisor da Fundação, Claudino Martins de Souza, diz que este ano o índice de infestação do Aedes aegypti em Maringá tem sido menor.
Mas adverte para os riscos de proliferação do mosquito a partir do verão. Em 95, conforme levantamento da FNS, Maringá sofreu um surto de dengue com 800 casos confirmados laboratorialmente e clinicamente.
No ano passado, foram notificados 136 casos suspeitos. Destes, 80 foram confirmados, sendo 35 através de exames laboratoriais e 45 por avaliação médica diante do quadro de saúde do paciente.
Este ano foram registrados 68 notificações (casos suspeitos de dengue), sendo 19 confirmados clinicamente. De acordo com a chefe do setor de epidemiologia da 15ª Regional de Saúde, Noriko Misuta, um caso de dengue é considerado confirmado clinicamente quando o exame laboratorial tiver resultado negativo, mas o paciente apresentar os sintomas compatíveis da doença.


