Edson GuittiCaça aos focosO prefeito Jairo Gianoto verifica a qualidade da água em residência do bairro Aeroporto Quarenta e oito agentes da Fundação Nacional de Saúde (FNS) começaram a percorrer ontem bairros de Maringá para tentar acabar com os focos do mosquito ‘‘Aedes aegypti’’, transmissor da dengue. As doenças causadas pela dengue, que podem provocar a morte, preocupam os agentes de saúde.
Em 1995, a cidade enfrentou uma epidemia de dengue: foram registrados 829 casos - 344 foram confirmados por exames laboratoriais. No ano passado, foram 133 casos - 79 confirmados por laboratório e 54 por critério ‘‘clínico’’.
A médica da Vigilância Sanitária Maria Teresa Coimbra explica que como os exames laboratoriais demoram cerca de 30 dias, a confirmação dos sintomas da doença é feita clinicamente. ‘‘Este ano, já registramos 36 casos suspeitos. Destes, três já podemos antecipar que são dengue mesmo’’, afirma ela.
O prefeito Jairo Gianoto (PSDB) e o secretário municipal de Saúde, Ivan Murad, acompanharam ontem o início do trabalho dos agentes. A equipe de 28 funcionários da FNS recebeu o reforço de mais 20, recrutados pela prefeitura através de licitação aberta a empresas privadas. Eles foram treinados para conscientizar a população sobre a doença, ensinar como evitar a proliferação do mosquito e fazer uma nova pesquisa sobre o número de pessoas infectadas na cidade.
O técnico da FNS Osmar Batista calcula que dez em cada 100 residências de Maringá têm o agente transmissor da dengue. Como existem cerca de 80 mil casas na cidade, pelo menos 4 mil delas estão com o ‘‘Aedes Aegypti’’. Maringá tem 275 mil habitantes, segundo o último censo do IBGE.
Carros da secretaria Municipal de Obras Públicas e da FNS estão recolhendo pneus velhos nas borracharias. ‘‘O poder público tem de tomar esta iniciativa, pois duvidamos que os donos de borracharias se preocupam em jogar os pneus velhos no lixão.’’

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