FNS e prefeitura se unem contra dengue
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segunda-feira, 24 de março de 1997
Marccio W. Varella Sucursal de Maringá 
Edson GuittiCaça aos focosO prefeito Jairo Gianoto verifica a qualidade da água em residência do bairro Aeroporto Quarenta e oito agentes da Fundação Nacional de Saúde (FNS) começaram a percorrer ontem bairros de Maringá para tentar acabar com os focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. As doenças causadas pela dengue, que podem provocar a morte, preocupam os agentes de saúde.
Em 1995, a cidade enfrentou uma epidemia de dengue: foram registrados 829 casos - 344 foram confirmados por exames laboratoriais. No ano passado, foram 133 casos - 79 confirmados por laboratório e 54 por critério clínico.
A médica da Vigilância Sanitária Maria Teresa Coimbra explica que como os exames laboratoriais demoram cerca de 30 dias, a confirmação dos sintomas da doença é feita clinicamente. Este ano, já registramos 36 casos suspeitos. Destes, três já podemos antecipar que são dengue mesmo, afirma ela.
O prefeito Jairo Gianoto (PSDB) e o secretário municipal de Saúde, Ivan Murad, acompanharam ontem o início do trabalho dos agentes. A equipe de 28 funcionários da FNS recebeu o reforço de mais 20, recrutados pela prefeitura através de licitação aberta a empresas privadas. Eles foram treinados para conscientizar a população sobre a doença, ensinar como evitar a proliferação do mosquito e fazer uma nova pesquisa sobre o número de pessoas infectadas na cidade.
O técnico da FNS Osmar Batista calcula que dez em cada 100 residências de Maringá têm o agente transmissor da dengue. Como existem cerca de 80 mil casas na cidade, pelo menos 4 mil delas estão com o Aedes Aegypti. Maringá tem 275 mil habitantes, segundo o último censo do IBGE.
Carros da secretaria Municipal de Obras Públicas e da FNS estão recolhendo pneus velhos nas borracharias. O poder público tem de tomar esta iniciativa, pois duvidamos que os donos de borracharias se preocupam em jogar os pneus velhos no lixão.


