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Londrina

Paulo WolfgangTrabalho preventivoBelisário, da FNS: 160 pessoas tentam conscientizar populaçãoCinco meses depois de começar o trabalho de prevenção contra a esquistossomose na zona leste de Londrina, a Fundação Nacional de Saúde volta hoje à beira do córrego da Pedras para tentar conter o avanço da doença na Cidade.
O trabalho vai envolver 160 pessoas, entre funcionários da FNS, da Autarquia do Serviço Municipal de Saúde, estudantes de Enfermagem do Centro de Estudos Superiores de Londrina (Cesulon) e representantes da comunidade. As equipes vão visitar 7 mil casas tentando conscientizar a população sobre os perigos da doença, popularmente conhecida como ‘‘barriga d’água’’ e mostrar como evitá-la. ‘‘De junho para cá, foram registrados 17 casos de esquistossomose na zona leste da Cidade’’, comenta o supervisor da FNS/Londrina, Elson Belisário.
Até sábado, o mutirão deve passar pelos jardins Marabá, Santa Fé, Pindorama e parte dos bairros Interlagos, Santa Terezinha e Ideal.
Eles vão distribuir panfletos explicativos sobre a doença, conversar com a população e orientar as pessoas para que evitem brincar, lavar roupa ou utensílios domésticos em ribeirões poluídos, como o Córrego das Pedras.
As crianças entre 7 e 15 anos são as mais atingidas, diz Elsio Belisário. Os primeiros nove casos confirmados da doença surgiram em junho; eram crianças da Escola Municipal Carlos Coimbra, no Marabá. O décimo caso, também de uma criança, foi registrado logo depois. Os outros sete casos, de adultos e crianças, foram identificados em vários bairros, através de um exames laboratoriais que a FNS está realizando com ajuda da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Segundo Elsio Belisário, serão realizados, de junho deste ano até julho do ano que vem, 6 mil exames clínicos capazes de detectar a esquistossomose. Por enquanto, já foram realizados 600 exames. O supervisor da FNS acredita que, até ser cumprida a meta, mais casos aparecerão.
Belisário lembra que a Autarquia municipal do Meio Ambiente (AMA) também está auxiliando na campanha e já começou a fazer a limpeza do Córrego das Pedras, retirando entulhos e vegetação, que podem contribuir para a proliferação dos caramujos hospedeiros.
A esquistossomose é transmitida através de larvas e o contágio é feito pela pele. O ciclo da doença começa quando a pessoa infectada com o verme adulto defeca às margens de rios ou córregos. Nas fezes estão os ovos que, em contato com a água, se rompem expelindo o miracídio (embrião). Ele procura o caramujo hospedeiro e, depois de alojado, passa por uma metamorfose dando origem a centenas de larvas (cercárias) que penetram na pessoa através da pele. No organismo elas ficam alojadas nas veias do fígado e baço.
Na fase inicial os sintomas da doença são tontura, febre e coceira no local por onde o parasita entrou no organismo. Na fase crônica, o doente apresenta dores de cabeça e abdominais, diarréia e vômito com sangue, além de febre.
Nessa fase, o fígado e baço começam a inchar, identificando a doença como ‘‘barriga d’água’’. Se não for tratada no começo, a esquistossomose pode levar a pessoa à morte.

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