FNS alerta donos de borracharias
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 30 de janeiro de 1997
Márccio W. Varella Sucursal de Maringá 
Edson GuittiAparecido Santana: promessa de jogar pneus no lixo
Funcionários da Fundação Nacional de Saúde (FNS) e da Vigilância Sanitária da Prefeitura de Maringá advertiram ontem 15 donos de borracharias para o perigo que pode representar para a população o hábito de deixar pneus empilhados a céu aberto. Os borracheiros foram convocados para uma reunião pela prefeitura através de carta enviada a todas as lojas do ramo da cidade.
O objetivo da reunião, realizada no auditório da prefeitura, foi mostrar aos donos das borracharias as medidas que devem ser tomadas para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.
Foram explicadas as principais medidas de proteção coletiva para quem trabalha no ramo. Os conselhos dos técnicos foram: não deixar pneus de espécie alguma ao ar livre, armazená-los limpos em local coberto, onde não recebam água da chuva, e não deixar no estabelecimento qualquer tipo de recepiente que acumule água.
Aparecido Santana, 42 anos, dono de borracharia no bairro Vila Bosque, de Maringá, deixa pneus empilhados do lado de fora do seu estabelecimento. Mas esses pneus serão recolhidos. Eu não deixo acumular água neles. Santana, apesar de ter recebido a convocação da prefeitura, não pôde comparecer à reunião.
Os donos de borracharias assistiram a palestra ilustrada com slides sobre como o mosquito Aedes aegypti se prolifera. A Prefeitura de Maringá emprestou 20 funcionários municipais para a FNS.
A colaboração foi necessária porque a FNS dispõe de apenas 90 servidores para combater a dengue em 64 municípios da região. O chefe da FNS de Maringá, João Medina, calcula que seriam necessários 400 funcionários para fazer um trabalho eficiente de combate ao mosquito na região.


