Um verdadeiro mini-zoológico de animais silvestres foi descoberto ontem pela Polícia Florestal em uma residência no Jardim Shangri-lá (Zona Oeste de Londrina). No local foram apreendidas cinco cobras, uma coruja, seis tartarugas-tigre, duas aranhas e um pássaro preto. Os animais estavam sendo mantidos em cativeiro doméstico. Três pessoas foram autuadas e multadas e ainda poderão responder na Justiça por crime ambiental.
De acordo com o capitão da Polícia Florestal, Hilberaldi Correa de Lima, uma denúncia anônima levou os policiais até a casa de Florisvaldo Leonardo Nalim, 60 anos. Lá, ele mantinha soltas no quintal duas cascaveis, duas jibóias e uma caninana. Ainda havia na residência mais seis tartarugas-tigre, duas aranhas cranguejeiras, uma coruja da igreja e um pássaro-preto. Algumas das cobras têm oito anos de idade e medem cerca de três metros. No mesmo imóvel, Nalim possuía um ''pet-shop'' de aves e peixes.
Segundo o capitão, Florisvaldo alegou que criava os animais silvestres como um ''hobby'' e afirmou que eles não estariam à venda. Essa hipótese foi reforçada, segundo Lima, porque o filho do comerciante, Lucas Delaflora Nalim, de 25 anos, demonstrou ter intimidade com os animais, principalmente com as cobras. ''Ele pega as cascaveis com muita tranquilidade e elas eram criadas soltas no quintal'', comentou. ''O perigo era muito grande para as pessoas que não estavam acostumadas com esses animais'', apontou o policial. Quanto à coruja, o comerciante disse que recebeu o animal machucado para tratamento e permaneceu com ele.
Pai, filho e também Oscar Ossamo Makita, 37 anos, que estava na residência, foram autuados por crime ambiental e cada um deles foi multado em R$ 7,5 mil. ''É crime manter animal silvestre em cativeiro'', apontou o capitão. O caso será encaminhado para o Ministério Público e, caso sejam denunciados e condenados, os envolvidos estão sujeitos à pena de reclusão que varia de seis meses a um ano. De acordo com ele, as punições podem ser ainda mais severas se for confirmada a suspeita de que a coruja da igreja apreendida esteja na lista das espécies em extinção.
Os animais apreendidos, em sua maioria, devem ser levados nos próximos dias para um criador oficial em Telêmaco Borba (128 km ao norte de Ponta Grossa). As tartarugas e as aranhas já foram soltas em um sítio na região de Londrina. A apreensão fez parte da ''Operação Londrina Segura''. A população pode continuar auxiliando o trabalho da Polícia Florestal fazendo denúncias de forma anônima para o ''Disque Força Verde'' 0800-643-0304 ou diretamente para a base local da Polícia Florestal 3342-3541 , localizada no Parque Arthur Thomas (Zona Sul).

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