A Polícia Florestal de Maringá apreendeu ontem mais de 50 pássaros silvestres e aplicou R$ 26 mil em multas contra dois criadores, que mantinham as aves sem registro no quintal de casa, no Jardim Alvorada. Em outra casa vistoriada pelos policiais, no Jardim das Palmeiras, onde foram localizadas sete aves silvestres, o proprietário foi notificado para comparecer ao posto florestal. ‘‘Queremos acabar com os criadores sem registro, que não possuem condições legais e estrutura para manter as aves’’, disse o sargento Klailton Compadre, chefe do posto da Polícia Florestal em Maringá.
Na casa de um aposentado de 65 anos, que a polícia não quis identificar, foram encontradas 47 aves de 16 espécies. Algumas estão incluídas na lista de pássaros em extinção no Paraná, como o curió. Outras espécies raras, como o agulhão, pintasilgo e o trinca-ferro, que pode valer R$ 1,2 mil no mercado, também foram encontrados na casa do aposentado. Para a polícia ele alegou que tinha as aves como hobby e apenas fazia ‘‘rolo’’ de pássaros.
O aposentado, no entanto, foi multado em R$ 500,00 por ave apreendida. Todas as gaiolas foram recolhidas e ele vai responder a processo por crime ambiental. A pena em caso de condenação varia de três meses a um ano, normalmente cumprida com serviços comunitários. ‘‘As condições das gaiolas e dos pássaros comprova também mal tratos’’, disse o sargento Klailton. Algumas gaiolas não eram higienizadas há pelo menos 15 dias. Outras estavam sem água para os pássaros. O sargento disse ainda que espécies que não aceitam outras aves na mesma área, estavam juntas na mesma gaiola.
Todos os pássaros apreendidos serão levados para a reserva ambiental da Nortox, em Arapongas (37 km a oeste de Londrina), onde receberão tratamento e ficarão em uma gaiola de adaptação antes de serem soltos. O sargento Klailton disse que não é proibido a criação de espécies nativas, desde que o criador cumpra todos os requisitos exigidos pelo Ibama.

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