A Polícia Florestal de Londrina apreendeu ontem, em um açougue de Londrina, 21,6 quilos de palmito que estava sendo comercializado de forma irregular. O dono do estabelecimento, Luciano Herek, de 62 anos, foi autuado em flagrante pelos policiais florestais por vender produtos de origem vegetal fora das especificações determinadas pelo organismo ambiental competente. A multa para este tipo de crime pode chegar a até R$ 100 por quilo de material que fora apreendido.
Segundo o comandante do Posto Policial Florestal de Londrina, tenente Marcos Ginotti Pires, a apreensão do palmito foi feita com base em uma denúncia anônima, encaminhada à polícia na última sexta-feira. No açougue foram encontrados 17 frascos com 1,8 quilos de palmito e mais alguns potes com 300 gramas cada um, das marcas Arapoty e Bella Floresta. Os vidros maiores seriam comercializados por Herek a R$ 33,00.
''Os rótulos continham informações sobre as empresas responsáveis pela industrialização dos produtos, e estão localizadas nos estados do Mato Grosso e no Pará. A distribuidora do material, no entanto, é de Maringá'', disse o tenente Marcos Pires, ressaltando ainda que o dono do açougue, Luciano Herek, não apresentou as notas fiscais referentes à compra do produto.
''Todas as embalagens estão irregulares, pois não apresentam a litografia na tampa, que deve conter informações sobre a empresa que industrializa o palmito'', exlicou o tenente. Além de estar fora das especificações estabelecidas pela instrução normativa 05/99 do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o palmito apreendido peloa Polícia Florestal pode causar danos à sa© úde de quem o consumir. ''Salmonela e butolismo podem ter contaminado os produtos'', citou o tenente.
Herek foi autuado em flagrante e estará sujeito a multa de até R$ 2,1 mil, a ser determinada pelo Ministério Público de Londrina. De acordo com o tenente, um ofício seria encaminhado ainda na manhã de ontem à Polícia Florestal de Maringá para que fosse verificada a legalidade do funcionamento da distribuidora indicada no rótulo dos produtos.
O palmito apreendido pela Polícia Florestal será encaminhado para análise nos laboratórios da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e, caso esteja em condições de consumo, será doado a uma instituição de caridade da cidade. Denúncias semelhantes podem ser encaminhadas à Polícia Florestal pelo telefone 0800-6430304.

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