Um temporal deixou a cidade de Floresta (25 quilômetros de Maringá) sem água e energia elétrica desde 21 horas de anteontem. Várias casas e depósitos de construção foram destalhados pelo vento de aproximadamente 90 quilômetros por hora. Na rodovia PR-317, entre o trevo de Ivatuba e Floresta, dezenas de árvores caíram na pista que ficou interditada por três horas. O Corpo de Bombeiros de Maringá foi acionado e teve muito trabalho para retirar as árvores da rodovia.
O abastecimento de água e o fornecimento de luz ficaram suspensos até ontem. Dezenas de funcionários da Copel trabalharam desde as primeiras horas de ontem para recuperar a fiação elétrica danificada pela queda de galhos e árvores inteiras. Até às 12 horas de ontem, os moradores de Floresta continuavam sem água e energia elétrica.
‘‘Estava na igreja quando a chuva e o vento começaram. De repente veio a chuva de pedra e quebrou o vidro da porta da igreja. Foi uma gritaria, e uma choradeira sem fim’’, contou a dona de casa, Iria Cardoso Soares, 31. Segundo ela, a tempestade durou cerca de meia hora, mas foi o suficiente para deixar os moradores assustados. A zeladora Regina Fregadoli Martini, 50, também estava na igreja e ficou impressionada com o temporal. ‘‘De repente ouvi um barulho tão forte que parecia que a igreja estava desabando. As crianças começaram a chorar, as mães a gritar e teve até uma senhora que se escondeu debaixo da imagem de Nossa Senhora Aparecida’’, afirmou.
Marcos NegriniMuito trabalhoFuncionários da Copel trabalhavam ontem na recuperação de fios caídos durante a chuva; fiação foi danificada pela queda de galhos e árvores inteirasA cabelereira, Cleusa Souza Lima, 34, teve menos sorte. Ela também estava na igreja no momento da tempestade, por volta das 20h40. Quando chegou em casa, não acreditou no que viu. Parte do telhado foi levada pelo vento e a água da chuva tinha inundado a residência. ‘‘Conseguimos salvar alguns móveis, mas outros não tivemos como retirar’’, desabafou. A casa de Cleusa ainda está em fase de acabamento, e num dos cômodos ela montou o salão de beleza. Com a inundação, Cleusa foi obrigada a retirar quase todos os móveis do salão.
‘‘Geralmente deixo os meus três filhos em casa e vou para a igreja, mas ontem (domingo) não deixei eles ficarem. Insisti para eles irem comigo no culto. Ainda bem, porque senão seria bem pior com eles dentro de casa’’, afirmou. O filho mais novo de Cleusa tem seis anos e o mais velho, 15.

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