Uma exposição de arranjos de flores da arte japonesa ikebana, aberta na noite de anteontem em Cascavel, marca as celebrações alusivas aos 50 anos de proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos. A mostra, que permanece aberta à visitação até amanhã, é organizada pelo Serviço Social do Comércio, e os arranjos foram feitos por alunos de uma escola ligada a uma fundação nacional que preserva a cultura japonesa.
A professora Natividade dos Reis, que organizou a mostra, juntamente com o Sesc, afirma que há ‘‘um simbolismo’’ a vincular a exposição de ikebana e os Direitos Humanos. O ikebana faz parte da cultura do povo japonês, que ao final da Segunda Guerra Mundial, em setembro de 1945, sofreu grave violação de direitos com a explosão de bombas atômicas sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki, matando cerca de 170 mil pessoas.
Para Natividade, flores ‘‘despertam a sensibilidade do ser humano e o aproximam de Deus’’. A professora é autorizada pela Fundação Mokiti Okada, de São Paulo, para ensinar a técnica do ikebana, que utiliza com galhos e flores, sem sacrificar as plantas originais, para a formação de arranjos.
Entre os que visitaram a mostra está o presidente da subseção de Cascavel da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Maurício Vieira. Ele comentou as celebrações dos 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, afirmando que trata-se de ‘‘um dos mais belos documentos que a humanidade produziu’’, mas frisou que aqueles direitos só serão plenamente garantidos através da educação. ‘‘Enquanto não se resolver a questão educacional, não haverá respeito aos direitos humanos’’, afirmou.Edson MazzettoPresidente da OAB, Maurício Vieira, com flores da arte ikebana, da exposição organizada pelo Sesc aberta anteontem à noitePaulo Pegoraro

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