Em um mundo globalizado e cada vez mais dinâmico, pensar em um plano B é essencial e não deve ser encarado como uma espécie de fuga, mas como uma alternativa e até mesmo uma opção de vida. Para engatilhar rotas alternativas, é necessário possuir alguns recursos; o principal deles, salienta a psicóloga Elsie da Silva, é a flexibilidade. ''A pessoa que sabe lidar com realidades diferentes tem mais facilidade para enfrentar a frustração e a ansiedade, sentimentos que podem aflorar quando é necessário abandonar o plano A e encarar o novo'', argumenta.
Segundo a psicóloga, uma das maneiras de azeitar a flexibilidade é buscar o autoconhecimento. ''A pessoa deve se perguntar sobre o que causa frustração, quais são seus sonhos e como atingi-los. É importante neste momento aprender a não reprimir sentimentos incômodos e desenvolver uma conduta resiliente, ou seja, não se acomodar na dificuldade e acreditar em sua capacidade de superação'', orienta Elsie.
A especialista acrescenta que além dos recursos internos a pessoa deve buscar uma rede de apoio. ''Pode ser a família, amigos, ou um profissional que reforce a sua escolha e o auxilie nesta empreitada'', afirma. Quando uma situação inesperada envolve toda a família, é salutar, afirma a psicóloga, que todos se envolvam no processo para que as situações sejam encaradas com mais leveza. ''Também é importante que cada um respeite o período de adaptação do outro à nova realidade'', finaliza. (C.V.)

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