'Flanelinhas' têm os dias contados
A empresa que vai explorar as vagas de estacionamento no centro de Maringá, através de parquímetros, espera acabar com os guardadores de carros que se concentram em alguns pontos de maior movimento. A Tecpark, que já administra o sistema em algumas cidades de São Paulo, pretende iniciar a instalação dos aparelhos em agosto. Cerca de 5 mil vagas serão monitoradas por 195 aparelhos controlados por uma central. Com os orientadores que vão monitorar o sistema, a empresa quer coibir a presença dos chamados flanelinhas.
Na área central da cidade, onde se concentra o comércio e as agências bancárias, são mais de 200 guardadores, segundo cálculos dos mais antigos que atuam nos trechos de maior movimento. O problema chegou a ser tratado por uma lei dos vereadores Shinji Gohara (PSDB) e Divanir Bras Palma (PPB), hoje deputado. As constantes reclamações de motoristas levaram os dois vereadores a formular uma lei proibindo a atividade de guardador de carros em Maringá.
No dia 27 de novembro do ano passado a lei foi aprovada, prevendo que polícia, conselho tutelar e órgãos sociais do município se uniriam para abordar e conduzir os flanelinhas. Os menores seriam encaminhados pelo conselho, os maiores indicados para programas sociais e os idosos para projeto de complementação de renda. A lei não chegou a ser sancionada e os flanelinhas continuam nas ruas.
O parquímetro é um aparelho argentino que registra todos os dados da área controlada, como o número de vagas. Os motoristas terão que comprar, por R$ 5,00, um dispositivo eletrônico onde serão introduzidas informações gerais do veículo e os créditos para liberar o estacionamento. Em Maringá estacionar um carro em horário comercial vai custar R$ 0,017 por minuto. A prefeitura vai receber 12,2% da arrecadação.Marcos NegriniLei impede ação dos chamados flanelinhas em Maringá, mas guardadores de carros continuam agindoMarcos Zanatta





