Flanelinhas são detidos em Maringá
Marta Medeiros
De Maringá
Especial para Maringá
O novo comando da Polícia Civil de Maringá, que assumiu esta semana o trabalho na 9ª Subdivisão Policial (9ª SDP), decidiu atacar os guardadores de carro, os conhecidos flanelinhas. A polícia deteve 19 deles e abriu um cadastro na delegacia para exigir que arrumem uma ocupação lícita. Na próxima blitz a polícia promete autuar por vadiagem. O problema que envolve os flanelinhas é crônico em Maringá e originou uma lei municipal proibindo o trabalho de guardador de carro.
Segundo o delegado José Aparecido Jacovós, a comunidade pressiona a polícia para uma ação mais efetiva contra os flanelinhas. As piores reclamações se referem à intimidação contra o motorista que não aceita o trabalho deles, diz o delegado. Os flanelinhas detidos foram obrigados, antes de serem liberados, a assinar um termo de ocupação em que se comprometem a encontar trabalho lícito.
Jacovós afirmou que irá tolerar apenas os senhores de idade, doentes e deficientes físicos. A polícia também não vai agir contra os flanelinhas durante eventos e shows na cidade. Conforme o delegado, os detidos são jovens fortes e saudáveis que podem ingressar no mercado de trabalho formal. Ano passado, a polícia prendeu apenas dois flanelinhas acusados por motoristas de terem riscado veículos. As pressões junto à polícia chegam principalmente de entidades ligadas ao comércio.
Com o fim da Zona Verde e a implantação de parquímetros, os comerciantes acreditavam que a reclamação de clientes contra os flanelinhas na área central iria acabar.





