Flamboyants enfeitam Londrina
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terça-feira, 14 de novembro de 2000
Maranúbia Barbosa De Londrina 
Flamejantes. A definição da palavra francesa flamboyant não poderia ser mais adequada nessa primavera, em Londrina. Coloridos em vermelho flamejante, alaranjados e amarelos, os flamboyants estão literalmente pintando as calçadas e quintais. Inverno típico e primavera idem: essa é a explicação mais comum entre os londrinenses. O palpite procede, dizem os espacialistas consultados pela reportagem da Folha. O frio mais acentuado do último inverno, aliado ao baixo índice pluviométrico no período estimularam a florada intensa dos flamboyants.
Originárias de Madagascar, ilha do Oceano Índico, no sudeste da África, as primeiras mudas de flamboyants foram trazidas pelos portugueses, na época da Brasil Colônia. De acordo com informações no departamento de geociências, área de climatologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Londrina está situada em uma zona de transição, entre o clima temperado e subtropical. A proximidade do Trópico de Capricórnio, que passa por Maringá, influi nas características climáticas da região, propiciando ambiente ideal para o desenvolvimento dos flamboyants.
O engenheiro agrônomo Walter Kranz, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), informou que, apesar da copa dos flamboyants atingir até 20 metros de diâmetro, as raízes são superficiais. São árvores apropriadas para áreas abertas, como parques e praças. Nas calçadas essas árvores causam problemas, explicou Kranz. As flores do flamboyant, que são polinizadas por insetos, são carnosas e devem durar por mais tempo.
O excesso de pólen no ar não deve preocupar as pessoas que sofrem de rinite alérgica. O médico alergista Luiz Carlos Bertoni, de Londrina, disse que não houve aumento significativo de casos de alergia a pólen nessa estação.


