'Fizemos tudo em equipe'
Nascido em 22 de junho de 1929, Hely Brêtas Barros está prestes a completar 82 anos. Este carioca participa da vida de muitos londrinenses mesmo sem eles saberem. Um dos projetos desenvolvidos por Brêtas é Terminal Urbano de Transporte Coletivo, na Rua Benjamin Constant, inaugurado em 1988, por onde passam mais de 120 mil pessoas por dia, de acordo com a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).
Ele conta no início não gostou do terreno que lhe foi passado para fazer o terminal. ''Tinha muitas inclinações, eu queria projetar para o terreno onde hoje está o Pronto Atendimento Infantil, mas a obra foi feita no espaço que o município disponibilizou'', disse. Brêtas destacou que se fosse no terreno do PAI o terminal teria apenas um pavimento. ''Para fazer o Terminal em dois pavimentos foi preciso fazer uma estrutura muito forte para suportar ônibus lotados no piso superior'', destacou.
Outro projeto que leva a assinatura de Brêtas é a Avenida Leste-Oeste, inaugurada no final da década de 80. Ele destaca que nenhum trabalho foi feito sozinho, ''fizemos tudo em equipe''. Conforme o arquiteto, a ideia de aproveitar a linha férrea para fazer uma avenida partiu da prefeitura. Ele lembrou que o projeto abrangia a via desde a avenida Dez de Dezembro até o pontilhão sobre a Avenida Brasília. ''O objetivo era que no canteiro central fosse feita uma via exclusiva para o transporte público e uma ciclovia. Uma quadra antes da rua Pernambuco o ônibus iria para o subsolo e entraria no Terminal através de um túnel'', explicou.
Outras obras de Brêtas marcaram Londrina, como o quartel do 5º Batalhão da Polícia Militar, que foi considerado um padrão para o Paraná e outros quartéis foram construídos com o mesmo projeto em outras cidades. O Centro Social Urbano da Vila Portuguesa também é de Brêtas e ele também participou do projeto de reciclagem do antigo Fórum que foi transformado em Biblioteca Municipal, Teatro Zaqueu de Melo e Biblioteca Infantil. (M.A.)





