'Fiz tudo dentro da lei'
Jorge Kazuo Takahashi, responsável pela construção e venda das casas, explicou que a obra foi fiscalizada pela Prefeitura, que concedeu o alvará. ''Quando voltei do Japão queria fazer algo, então comprei os terrenos e conversei na Caixa para saber se era possível o financiamento'', contou Takahashi, que hoje trabalha com criação de cavalos.
''O problema maior é a fossa'', reconheceu o construtor, que afirmou ter procurado a Prefeitura, Sanepar e até vereadores para tentar resolver. ''Em relação à obra, fiz tudo dentro da lei. Estou disposto a resolver os problemas de construção, mas o esgoto não é da minha alçada. Tudo que eu poderia fazer eu fiz'', declarou.
Segundo Takahashi, diferente do que os moradores falaram, ele não vendeu o terreno à loteadora em troca do espaço para construir as residências. ''Na verdade a obra não chega a 30 casas. São duas ou três pessoas querendo me prejudicar'', comentou o construtor.
Conforme informações da assessoria de imprensa da Caixa Econômica, não há registro de reclamações formais dos moradores do Jardim Primavera. Os financiamentos foram feitos de forma individual e antes da aprovação, foi realizada a vistoria das casas, a qual avaliou o imóvel de acordo com os valores de comercialização.
Para o engenheiro de aprovação de projetos da Secretaria Municipal de Obras, Marcelo Pagoto Carneiro, podem ter ocorrido problemas de vício construtivo na execução da obra. ''Se o construtor tem o Habite-se é porque as casas estavam de acordo com o projeto, mas a Prefeitura não dá conta de fiscalizar cada detalhe da obra. Para isso existe o Conselho Regional de Engenharia, que verifica o trabalho do profissional'', disse.
Carneiro acredita que faltou conhecimento técnico para a equipe que executou a obra. ''Normalmente as paredes são feitas com meio tijolo, cerca de 12 centímetros. Já entre vizinhos, a parede deve ser feita com um tijolo, que aumenta a distância para 20 centímetros. No casos destas casas, eles podem ter usado meio tijolo, por isso a infiltração'', comentou o engenheiro.
Conforme ele, cabe à Prefeitura fiscalizar o recuo da construção, as condições do telhado, a distância em relação à parede da casa vizinha, o rebaixo da guia, mas a secretaria não pode fornecer um laudo técnico. ''Os moradores podem protocolar um pedido na Prefeitura, informando o lote e a quadra onde estão localizadas as casas, para saber se houve irregularidade na construção'', sugeriu o engenheiro. (M.G.)





