Josoé de CarvalhoProjetoO fitoterapeuta Norton Araújo: ‘Vamos introduzir a matéria de fitoterapia no currículo da criançaPopularizar a medicina natural junto aos alunos das escolas públicas de Londrina. Esse é o objetivo do fitoterapeuta Norton Rezende Araújo, que tem projeto para construção, na Cidade, de um grande laboratório onde seriam produzidos mais de 20 tipos diferentes de remédios, todos feitos a partir de plantas medicinais. ‘‘A idéia é distribuir todo esse produto na rede pública, para tratamento e prevenção de doenças nas crianças’’, explica o fitoterapeuta.
Além disso, Norton Araújo pretende manter no laboratório alunos de 1º e 2º graus para que eles conheçam técnicas da fitoterapia. Lá - ele explica - as crianças vão aprender a produzir os remédios e depois divulgar esse conhecimento para os colegas, na própria escola, e também dentro de casa. ‘‘Vamos introduzir a matéria de fitoterapia no currículo da criança. Quando ela foi para a faculdade, será o médico de si mesma. O conhecimento será util para toda a vida dela.’’
O fitoterapeuta pretende apresentar o projeto à Autarquia Municipal da Saúde e, a partir daí, viabilizar recursos necessários para construção do laboratório - orçado em aproximadamente R$ 50 mil. ‘‘O que a gente quer é fazer um convênio entre a iniciativa privada e a Prefeitura em busca de dinheiro no Banco Mundial ou na Unesco, por exemplo, entre outras instituições’’, explica o fitoterapeuta.
Norton Araújo conta que há um ano também vem fazendo experiências em cerca de 12 escolas públicas, academias de ginástica e spas, onde ele levou um kit para plantação de folhas medicinais. O kit era composto por mudas e um livro explicando como cultivá-las. ‘‘Os professores gostaram muito. Seis meses depois tinha criança pedindo chá de hortelã para a mãe todos os dias’’, diz. A falta de patrocínio, no entanto, interrompeu o projeto.
No caso do laboratório, seria possível cultivar, entre outras plantas, gengibre, cactos, erva da memória, hortelã, espinheira santa, douradinha do campo e a bela dona. Tratadas de forma adequada, essas folhas podem se transformar em remédios para verme, para a pele, diabetes, bronquite, úlcera, aparelho renal, digestivo e circulatório e até xarope para bronquite.
‘‘A variedade é muito grande e eu já tenho mais de 20 anos de experiência na área. Basta estrutura para começar o trabalho’’, diz Norton, lembrando que seu pai - Meton Araújo de Souza - trabalha com plantas medicinais há 70 anos e foi o introdutor da homeopatia em Londrina. As pessoas que estiverem interessadas no trabalho de Norton Araújo podem entrar em contato com ele pelo fone (043) 337.2610.

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