Fitoterapia é ofertada desde 2003
A partir deste ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) vai ofertar mais seis medicamentos fitoterápicos, extraídos de plantas medicinais. No total, a rede pública terá oito medicações desse tipo. Há quatro anos, a população já encontra na rede pública de saúde remédios à base de espinheira santa, para gastrites e úlceras, e guaco, para tosse e gripes. Os novos fitoterápicos serão produzidos a partir da alcachofra, aroeira, cáscara sagrada, garra do diabo, isoflavona da soja e unha de gato.
Em Londrina, conforme Rui Cépil Diniz, coordenador do programa municipal de fitoterapia, os fitoterápicos são ofertados à população desde 2003. Metade das unidades básicas de saúde conta com tratamento à base de plantas medicinais, no qual são oferecidos seis tipos de chás e 35 produtos, manipulados de 22 plantas medicinais diferentes, por uma farmácia terceirizada pelo Município.
Diniz lembra que o programa surgiu na zona rural e hoje é referência para outros municípios e para o próprio Ministério da Saúde. ''A decisão de adotar a fitoterapia é do médico e os produtos são oferecidos gratuitamente, com prescrições individuais'', alerta Diniz, assinalando que o tratamento fitoterápico não substitui a medicação alopática.
Ele explica ainda que os medicamentos fitoterápicos do município são produzido conforme a necessidade, para evitar perdas, já que o prazo de validade é curto. Segundo o coordenador, a fitoterapia contribui para diminuir o custo indireto da farmácia municipal, pois alguns medicamentos alopáticos, como xaropes e calmantes, podem ser substituídos por chás ou fitoterápicos.
Apucarana
Em Apucarana (Norte), a prefeitura organiza palestras nas unidades de saúde para conscientizar a população sobre o uso correto de plantas medicinais há nove anos. Para a auxiliar de enfermagem Tereza Alia, que coordena o projeto Farmácia da Natureza, a adoção de terapias complementares pelo SUS ainda gera polêmica no município. ''Optamos, então, por trabalhar a prevenção, primeiro nas escolas, com uma cartilha para alunos, e nos postos de saúde. No futuro, temos a ideia de criar um canteiro de plantas medicinais para a comunidade'', comenta. (M.G.)





