Fitas seriam armações políticas, dizem defensores
Curitiba Os advogados Valdemar Reinert e Luiz Alberto Gongalves que representam respectivamente o prefeito de Almirante Tamandaré, Cezar Manfron, e seu irmão Azemir Manfron afirmaram ontem que as fitas apresentadas pelo advogado Amadeu Geara são armação política. De acordo com eles, os boatos sobre a existência de fitas cassetes envolvendo o prefeito e seu irmão surgem sempre em época eleitoral. ''Esta armação tem como objetivo claro prejudicar o prefeito e os irmãos Simões'', disse Reinert. Cezar Manfron é cunhado de Carlos e Íris Simões.
O delegado Fauze Salmen, presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Paraná (Adepol), também acusa a apresentação dos fatos à imprensa como ''ladainha política em véspera de eleições''. Segundo o delegado, foi feito um inquérito policial que não teve o êxito esperado por causa da interferência de lideranças do PPS nas investigações. ''Fizemos tudo o que podíamos na ocasião'', afirmou.
Salmen disse que não citou o nome de Azemir Manfron nas investigações porque não havia provas contra ele. ''A polícia trabalha em cima de provas e não em cima de depoimentos vazios. Agora, se outro delegado encontra alguém que não conseguimos localizar na época, a culpa é minha?'', questionou.
A assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança informou que não houve omissão nas investigações do caso do assassinato de Donha. Segundo a assessoria, na ocasião, tudo levava a crer de que o empresário teria sido vítima de um latrocínio. A reportagem da Folha tentou entrar em contato com a delegada Vanessa Alice mas ela não retornou as ligações. O procurador Dartagnan Cadilhe Abilhôa estava com o celular desligado.





