Kraw PenasA fita vermelha, presa ao lacre da placa: adesão contra a discriminaçãoMesmo os mais distraídos já perceberam a proliferação dos carros que circulam com uma pequena fita vermelha, amarrada ao lacre de proteção da placa traseira. Não é amuleto da sorte e nenhum modismo passageiro, mas a marca registrada de quem aderiu à campanha contra a discriminação das pessoas infectadas pelo vírus HIV.
O movimento foi lançado mundialmente no dia 1º de dezembro (Dia Internacional de Combate à Aids) e ganhou a adesão imediata de milhares de pessoas, em vários países. No Paraná, a Secretaria Estadual da Saúde distribuiu cerca de dois mil metros de fita, divididos em pedaços de 15 centímetros.
A presidenta do grupo Pela Vida, Clarisse Calo, explicou que durante a primeira semana de dezembro a entidade distribuiu milhares de metros de fita vermelha em parques e ruas de Curitiba. ‘‘No dia 1º, 1.200 alunos da rede pública de ensino foram ao Parque Barigui fazer a distribuição’’, explica.
O Grupo Dignidade e várias outras entidades assistenciais também distribuíram um número incalculável de fitas vermelhas na cidade. ‘‘Este é o significado da solidariedade universal, da união de todo o mundo através de um grande laço vermelho’’, acredita Clarisse.
O coordenador do Programa de Prevenção à Aids da Secretaria da Saúde, Mário Michalizen, explicou que a campanha é um alerta, ‘‘mais do que à prevenção, uma tentativa de resgatar a humanidade.’’ Segundo ele, a campanha surgiu entre os artistas durante uma cerimônia de entrega do Oscar. ‘‘Da mesma forma que não sabemos exatamente quem lançou a idéia do laço vermelho, também não sabemos quem é portador do vírus’’, afirma, explicando o objetivo da proposta.
Os números atuais da doença mostram que o Paraná conta com cerca de 62.500 infectados pelo HIV e 3.100 doentes. Deste total, 31 mil infectados e 1.500 doentes estão em Curitiba.
‘‘Quando eu coloquei a fita vermelha no meu carro, há cerca de um ano, foi apenas para garantir maior proteção e segurança ao veículo’’, explica a assistente de marketing, Daniela Osellame. ‘‘Hoje acho o máximo que ela seja identificada como integrante da campanha. Gosto muito desta idéia’’, disse.

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