Fita de vídeo e reconstituição poderão explicar o acidente
Lúcio Flávio Moura
De Foz do Iguaçu
Especial para a Folha
Uma fita de vídeo gravada por um cinegrafista amador e a reconstituição da cena do acidente podem ajudar a elucidar as causas e indicar os possíveis responsáveis pela colisão dos dois barcos do Macuco Safari.
Ontem, o capitão Luiz Carlos Oliveira e o tenente Gilmar Ribeiro, chefe da Divisão de Segurança de Tráfego Aquáviario da Capitania Fluvial dos Portos do Rio Paraná e encarregado da elaboração do inquérito administrativo da Marinha, assistiram a uma fita de vídeo com as imagens feitas pelo turista catarinense Luiz Carlos Hill,38 anos, durante o passeio no barco maior que atropelou o barco menor, no qual estavam as vítimas.
Em respeito ao código disciplinar da Marinha, Oliveira não quis comentar o teor das imagens, mas deixou escapar que o local do acidente tinha aparentemente águas calmas e que o ponto da colisão teria sido a dois quilômetros das Cataratas do Iguaçu e não na altura da primeira queda como teriam informado as equipes de resgate logo após o acidente.
A fita será anexada ao inquérito e deve ser peça importante para ilustrar os laudos técnicos das duas embarcações, resultado das perícias feitas a partir de domingo.
As imagens foram entregues na segunda-feira (por um turista que até agora não foi identificado) à Ilha do Sol Turismo, empresa que promovia os passeios do Macuco. O capitão Oliveira afirmou que a fita original continua sob guarda da empresa e poderá ser solicitada caso seja necessário. O piloto sobrevivente, Neri Nysik, 39 anos, deverá ser convocado hoje pelo delegado Paulo Renato de Araújo, do 3º Distrito da Polícia Civil e pela Marinha para participar da reconstituição do acidente.





