Os fisioterapeutas de Londrina e região vão poder contar com uma cooperativa própria. Uma assembléia marcada para o próximo sábado, às 13h30, no auditório do Senai, na rua Belém, área central, vai criar e eleger a primeira diretoria da entidade. ‘‘É a oportunidade para fortalecer a categoria que hoje não tem, na região, nenhuma organização sindical para defender seus interesses’’, afirma o fisioterapeuta José dos Santos Lima (foto), 34 anos, candidato a presidente da entidade pela chapa 1, única a concorrer nesta primeira eleição.
A assembléia de sábado fecha o ciclo de trabalhos da comissão formada há oito meses para viabilizar a criação da cooperativa. ‘‘Procuramos os órgãos especializados e outras cooperativas para compreender como funcionam’’, conta. O resultado foi a elaboração de um estatuto próprio para a entidade dos fisioterapeutas. Lima enfatiza que a cooperativa é o sistema que mais tem conseguido resultados.
Londrina, acrescenta ele, é um centro de referência para todo o País na área de fisioterapia. Lembra que o curso de Fisioterapia da Universidade Estadual de Londrina (UEL) é considerado cinco estrelas pelo Guia do Estudante - publicação que avalia a qualidade dos cursos em todo o País. O raio de atuação da fisioterapia, diz Lima, vem crescendo a cada ano. Ela se aplica na prevenção e reabilitação da maioria das patologias. ‘‘Doenças que antes só eram curadas com uma cirurgia, hoje conseguem ser resolvidas com a fisioterapia’’, complementa.
‘‘Temos profissionais reconhecidos em todo o País pelo seu trabalho. Constantemente recebemos visitas de fisioterapeutas de outros países que vêm ministrar cursos. Mas não estamos organizados’’, ele argumenta. Hoje os fisioterapeutas contam apenas com o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Refito), entidade que tem sua atuação limitada à fiscalização do exercício da profissão. Lima calcula que existam cerca de 300 profissionais da área na região de abrangência da cooperativa - 15 municípios -, dos quais 200 atuando em Londrina.
Entre as metas da cooperativa estão: reduzir os custos do exercício da profissão e tornar o serviço mais acessível para a população. Lima esclarece que o profissional associado vai pagar 2,5% de imposto sobre o serviço prestado, enquanto o autônomo paga hoje aproximadamente 20%. Facilitar a compra de equipamentos de última geração e baixar os preços de cursos de atualização e aperfeiçoamento também são prioridades da cooperativa.

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