As fotos de uma máquina fotográfica especial - Kirlian -, fabricada em Curitiba pelo físico Newton Oliveira Milhomens Filho, 62 anos, estão no extremo oposto da imagem na qual aparece o corretor Olimpio José Rodrigues. Milhomens diz que não existe alma ou espírito e que as fotos da aura da pessoas, feitas com a Kirlian, são a prova disso. ‘‘Somos energia material e nada mais que isso’’, acredita. ‘‘Espírito é algo sobrenatural, acima da natureza. Energia é matéria. Não há energia sobrenatural’’, diz. Se ele estiver certo, a aparição de Olimpio não passa de montagem.
As afirmações do professor aposentado baseiam-se num aparelho chamado espectrofotômetro de massa. Com ele, pode-se determinar a composição química de qualquer objeto, inclusive do corpo humano. Nele, pode-se verificar que todos os seres emitem gases e vapores. Na câmara Kirlian, segundo Milhomens, uma placa de metal ioniza esses gases - que saem do corpo humano -, produzindo luminosidade. Essa luz é captada pela película do filme, formando a foto da aura.
Formado pela Universidade Federal de Goiás, o físico diz que pelas fotos é possível descobrir se uma pessoa tem problemas de saúde, desvios sexuais, depressão, etc. Conforme ele, uma pessoa saudável tem uma estrutura ‘‘x’’ de gases. Já uma pessoa doente, com uma inflamação por exemplo, tem outra estrutura de gases. Um depressivo, outra. Tudo ficaria exposto na foto especial.
Para compreender as diferenças de luz entre as fotos, Milhomens fez uma pesquisa, durante um ano, em clínicas psicológicas de Brasília, cidade onde morou na década de 60. Fazia fotos de pacientes e comparava seus relatórios com os dos psicólogos. Os acertos de diagnóstico do físico foram de 98%, segundo ele.
Embora tenha sido inventada em 1904, pelo padre gaúcho Landel de Moura, em Porto Alegre, a máquina só seria divulgada anos mais tarde, por um novo inventor. Segundo Milhomens, a igreja proibiu o padre de divulgar a descoberta. Em 1939, o russo Semyon Kirlian anunciou ao mundo o mesmo invento.
Na avaliação de Milhomens, a descoberta atinge diretamente os pilares de sustentação das igrejas. ‘‘Se acabar a idéia de alma e espírito, acabam todas as religiões’’, diz ele.
Comprovadas cientificamente, as fotos da aura já foram usadas como método de acompanhamento pelo Hospital das Forças Armadas, constaram em teses de mestrado de educação física e engenharia e são usadas diariamente por alguns médicos em seus diagnósticos.Clique aqui para ver a foto em tamanho maior
Leandro TaquesNada alémO físico Newton Milhomens Filho, que estuda auras: ‘‘Somos energia material e nada mais que isso’’James Alberti

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