Físico não aceita corte de árvores na área central
Telma Elorza
De Londrina
O físico Jair Scarmínio, 48 anos, morador do Jardim Ipiranga (área central de Londrina), reclama do corte feito em duas árvores localizadas na esquina das ruas Jorge Velho e Amador Bueno. Ele acredita que as árvores foram cortadas para valorizar a fachada de um edifício em construção. Este prédio estava parado há alguns anos e, há pouco tempo, a obra foi retomada. Na sequência, cortaram uma árvore e depois outra, contou. Para mim, as árvores pareciam saudáveis e bonitas. Por isso, acho que só pode ter sido por causa do prédio.
Scarmínio disse que passa pelo menos duas vezes por dia por aquela região para ir trabalhar na Universidade Estadual de Londrina (UEL) e sempre repara nas árvores da área. Por isto notou o corte das duas. Não sei a espécie, mas são árvores grandes, com copas altas, que dão flores amarelas, observou.
O físico acha que todas as árvores daquele área foram plantadas na mesma época. Por isso, afirmou, vendo as árvores que ficaram, dá para perceber que as duas cortadas eram sãs. Para ele, não havia necessidade de corte já que o prédio tem a fachada recuada. A não ser que quisessem que todos que passam por ali vissem os detalhes da fachada, que é realmente muito bonita, apontou.
Segundo o diretor de manutenção e serviço da Companhia Municipal de Urbanização de Londrina (Comurb), Humberto Rodrigues de Lima, as duas árvores foram cortadas porque estavam comprometidas por cupins. Ele explicou que as árvores daquela região, do tipo sibipiruna, são inadequadas para a área urbana e, quando há solicitação, são feitas substituições.
Não podemos fazer erradicação em massa da espécie. Por isto, estamos fazendo substituições gradativas até atingirmos todas, afirmou. De acordo com o diretor, a Comurb deve plantar, naquele local, espécies mais adequadas como a quaresmeira, canelinha, pata-de-vaca e hibisco no local.





