Fiscalização, só em blitz
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Os ônibus que transportam pacientes não seguem norma específica que obrigue inspeções periódicas. O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) explicou que estes veículos precisam obedecer as regras do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e só são fiscalizados e punidos quando parados em blitze do próprio órgão ou das polícias federal e estadual.
A gerente de fiscalização do DER-PR, Maria Elizabete Rozza, explicou que como estes veículos não se enquadram como transporte comercial, só podem ser fiscalizados de acordo com o CTB. Ela adiantou que o DER estuda a criação de normas mais rígidas sobre este tipo de transporte, como a criação de um seguro de responsabilidade civil e a necessidade de inspeções mecânicas periódicas pelo Inmetro.
Segundo Maria Elizabete, sob o argumento de que se trata de um serviço social, muitas prefeituras desrespeitam o Código e ainda pressionam as autoridades a não aplicarem as penalidades previstas. ''Já vi casos de transporte intermunicipal em que duas prefeituras deram alvarás para um mesmo condutor, coisa que só o Estado pode fazer.''
O tenente Pedro Ramos, comandante do 1º Pelotão da 2 Companhia de Polícia Rodoviária Estadual em Londrina, confirmou a pressão política mas garantiu que nenhum ônibus sem condições parado nas blitze é liberado. ''Ainda que a gente enfrente os argumentos das prefeituras, explicamos que temos outra responsabilidade social que é manter a fiscalização e exigir o mínimo de segurança para quem circula na rodovia'', observou. Ele apontou que os problemas são os mais diversos como: falta de licença para transportar passageiros; motorista sem habilitação para dirigir ônibus; problemas mecânicos; e má conservação.
Defasagem
O gerente de manutenção da Viação Garcia, Ildefonso Aparecido da Silva, disse que a checagem de todos os itens em um ônibus são importantes, mas que a revisão constante da direção e do freio são fundamentais para evitar acidentes.
De acordo com o gerente, os 750 carros do grupo são submetidos a revisões nas partes mecânica, elétrica e de carroceria a cada cinco mil quilômetros rodados nos ônibus rodoviários e a cada 2,5 mil quilômetros nos metropolitanos. Na revisão mecânica, são observados todos os itens de motor, sistema de arrefecimento (relacionados ao radiador), direção, eixos dianteiro e traseiro, transmissão (câmbio), freios e chassi (lubrificação). Na parte elétrica, são revisados motor, ar-condicionado, calefação, transmissão, iluminação e equipamentos e painel. Na parte de carroceria, os profissionais revisam outros 19 itens, o que inclui saídas de emergência e poltronas.
Ele informou também que os carros são substituídos com, no máximo, dez anos de uso. ''Adotamos essa política porque, depois de dez anos, os ônibus tornam-se defasados e a manutenção fica mais cara'', explicou. (Colaborou C.A.)


