Fiscalização é precária
e difícil, diz conselheira
Responsável pelo acompanhamento de menores que caem na prostituição, a presidente do Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente de Foz do Iguaçu, Fátima Delmagro, diz que a fiscalização é precária e os números, imprecisos.
Para ilustrar a situação, ela telefonou para a pousada onde Leivinho da Silva foi preso no final de semana sob suspeita de aliciamento, e explicou que precisava alugar um guarto, mas (fingindo) adiantou que tinha só 15 anos. A recepcionista falou que não haveria problemas em relação à idade.
‘‘Este é o principal problema que preocupa o Conselho. As menores têm liberdade para ‘‘trabalhar’’, não somente nas ruas e em boates, mas também nos hotéis e pousadas da cidade’’, alerta Fátima.
Por meio de denúncias e investigações, o Conselho Tutelar de Foz do Iguaçu já ‘‘resgatou’’ dezenas de garotas, muitas delas menores de idade. São meninas de cidades da região ou até de outros Estados.
Depois de retiradas dos prostíbulos, as adolescentes são levadas ao Albergue Infanto-Juvenil, onde ficam no máximo 48 horas, pois acredita que pode haver represália dos aliciadores. Durante esse tempo, é feito o contato com as famílias. Em seguida, as garotas são encaminhadas para a casa. (E.D.)

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