Curitiba - Ao comandar a a operção que apreendeu as quase quatro toneladas de cocaína no Porto de Paranaguá, o delegado da Polícia Federal Wagner Mesquita de Oliveira reconheceu que a grande quantidade de droga enviada para exterior mostra a fragilidade do sistema de fiscalização.
''Não acontece só em Paranaguá, mas em outros portos também. O Porto de Paranaguá é rota para o tráfico internacional assim como os outros'', disse.
De acordo com Oliveira, a fiscalização de grandes cargas em Paranaguá é feita por amostragem. Além disso, não existem equipes para fiscalizar tudo o que o porto movimenta. ''É impossível que seja fiscalizado tudo sem prejudicar o comércio e a agenda internacional de exportação'', diz. Segundo o delegado, a carga apreendida passou pelo raio-x, mas a droga não foi identificada devido a semelhança da densidade entre os tijolos de cocaína e da madeira. ''A documentação da carga estava correta, como se fosse madeira. O material é que era falso'', informou Oliveira.
A fiscalização do que passa pelo porto fica a cargo da Polícia Federal, da Receita Federal, entre outros órgãos federais. A estimativa é que, por mês, cerca de mil contêineres são abertos no porto para fiscalização. (T.A.)

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