Fiscalização do IAP tenta deter a depredação
No quadro de ocupação e uso da terra, os relatórios do IAP mostram que na unidade de conservação de Guarapuava predominam as grandes propriedades. Aproximadamente 10 empresas com atividades florestais são proprietárias de cerca de 80% da área de 43.370,03 hectares. Essas empresas, ao longo do tempo, exploraram exaustivamente a madeira, principalmente a araucária. Hoje encontram-se vastos reflorestamentos de pinus e erva-mate. O técnico Otávio Manfio diz que a maioria das informações solicitadas para essas empresas não é fornecida. Durante a caminhada pela Serra da Esperança, Manfio observou a abertura de uma estrada clandestina próximo à uma queda dágua. Ele disse, que apesar da intensa fiscalização, tratores e caminhões entram na área para devastar a APA.
Agropastoril O município de Guarapuava já foi um dos maiores produtores de maçã do Estado. A maior parte da plantação ficava na Serra da Esperança. Hoje, os pomares de maçã estão praticamente erradicados. Com o agravamento de problemas técnicos de produção, essas áreas foram cedendo lugar para culturas anuais, reflorestamento de pinus e cultura de erva-mate.
Encontram-se ainda áreas com pastagens e criação de bovinos. O mesmo acontece nas áreas onde houve exploração florestal com o consórcio da mata com atividades patoris. Estima-se que 20% da APA está ocupada por pequenos proprietários e posseiros, que sobrevivem em pequenas lavouras de subsistência. Os métodos utilizados são a roçada, as queimadas e o plantio anual.





