Fiscalização integrada por órgãos como o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea/PR), Prefeitura, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Copel e Ministério Público, realizada ontem, detectaram algumas irregularidades no Parque de Exposições de Londrina, principalmente na área dos equipamentos de diversão, que estão sendo montados para a 39ª Exposição Agropecuária e Industrial.
Apesar de os trabalhos não estarem concluídos, os agentes da fiscalização integrada verificaram irregularidades como a não utilização de equipamentos básicos de segurança pelos operários; inadequações na rede elétrica e na iluminação do Parque de Diversões; e, ainda, a necessidade de mudança de barracas e traillers instalados debaixo da rede de alta tensão e das chaves-fuzíveis.
Assim que chegaram ao parque, os fiscais verificaram que os operários que montam os equipamentos de diversão não usavam equipamentos de segurança como capacete, cinto de segurança e calçados adequados. Ao perceberem a presença da fiscalização, uns operários pegaram capacete e cinto de segurança.
Os agentes do Crea requereram a apresentação das anotações de responsabilidade técnica (ARTs) do engenheiro-mecânico responsável pela instalação e manutenção dos equipamentos de diversão. Mas a empresa responsável, a Ita Center Park, de Goiânia, não dispunha dos documentos.
O relações públicas da empresa, Maurício Pinheiro, justificou todas as irregularidades verificadas argumentando que os trabalhos ainda não estão concluídos e que a empresa garante a apresentação das ARTs.
A direção da Sociedade Rural foi comunicada da fiscalização e também se comprometeu a fazer as adequações de sua responsabilidade e cobrar das empresas terceirizadas o cumprimento das normas. O gerente-operacional do Crea/PR, engenheiro Ricardo Lima Torre, destacou que a fiscalização tem caráter preventivo e seu objetivo principal é a orientação. Segundo ele, a fiscalização integrada já está sendo desenvolvida em Curitiba, Foz do Iguaçu e nos municípios do Litoral do Estado.
Ainda de acordo com o engenheiro, depois de Londrina, o sistema vai ser implantado em Maringá, Pato Branco e Ponta Grossa. ‘‘A intenção do Crea/PR é implantá-lo em todas as cidades-sedes das 33 inspetorias regionais’’, explica, destacando que além do Ministério Público qualquer órgão de fiscalização pode participar do sistema.
‘‘A fiscalização integrada é interessante porque fortalece todos os órgãos fiscalizadores e facilita a solução dos problemas pelos proprietários e responsáveis’’, enfatiza Torre, revelando que praticamente a totalidade dos reparos exigidos tem sido cumprida no prazo estabelecido. ‘‘Autuação ou interdição só ocorrerão em casos extremos em que não houver possibilidade de resolver o problema rápida e facilmente.’’

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