Fiscalização da venda de carnes pela prefeitura é precária
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quarta-feira, 08 de janeiro de 1997
Ivan Santos 
Da Sucursal
A Prefeitura de Curitiba tem apenas sete veterinários para fazer a fiscalização em mais de 500 pontos de venda de carne em toda a cidade. Na segunda-feira, primeiro dia da fiscalização sobre a venda de carne embalada, a equipe da Vigilância Sanitária só conseguiu vistoriar um estabelecimento, e acabou autuando e multando o Ciga Varejão de Carnes, no Centro, por falta de condições de higiene.
A autuação é demorada porque é preciso preencher os autos de infração, especificando todos os artigos da lei e irregularidades encontradas, explica Luiz Antonio Teixeira, veterinário da prefeitura. O número reduzido de veterinários impede que a fiscalização chegue a todos os pontos de venda. Fiscalização intensiva é utopia, reconhece Teixeira.
Procuramos priorizar os pontos de maior consumo, argumenta a chefe de Serviço de Vigilância Sanitária em Alimentos, Regina Utime. As autuações ocorrem hoje mais por denúncias feitas de consumidores ou por irregularidades verificadas nas vistorias para concessão de álvaras e licenças sanitárias.
O caso do Ciga Varejão é um bom exemplo de como é precária a fiscalização sobre a venda de carne na cidade. O açougue já tinha sido autuado e interditado pela prefeitura no início do ano passado. Mesmo assim, conseguiu voltar a funcionar e continuou desobedecendo as normas. Anteontem, foram apreendidos 35 quilos de carne bovina no Ciga, por falta de informações corretas sobre origem e validade do produto. O estabelecimento foi autuado também por falta de manutenção e higiene nos equipamentos. Por ser reincindente, a multa que o Ciga terá que pagar pode chegar a R$ 4.500,00.
Outros 15 açougues foram autuados em Curitiba na segunda-feira pelo Serviço de Inspeção Federal, por deixarem de informar a procedência das carnes ou por manterem freezers com temperatura acima dos sete graus Celsius. A maioria alegou desconhecimento das novas regras.


