A Polícia Civil de Foz do Iguaçu apreendeu 22 caça-níqueis que funcionavam irregularmente na cidade durante uma semana de fiscalização em 185 estabelecimentos comerciais. Os equipamentos, guardados no depósito da 6ª Subdivisão Policial de Foz, estão avaliados em R$ 45 mil.
No total, 235 máquinas foram vistoriadas entre os dias 12 e 17. De todos os equipamentos apreendidos, apenas um foi retirado mediante apresentação dos documentos necessários. Outros dois proprietários que compareceram à delegacia foram indiciados por estarem com notas frias. ‘‘Estimamos que mais de 500 máquinas estejam funcionando na cidade. Estamos mapeando diversos bairros para controlarmos a jogatina ilegal’’, explicou o superintente da 6ª SDP, Gilson Marciano de Oliveira.
Alguns dos jogos de azar funcionavam perto de escolas, localização proibida segundo leis municipais. Segundo informações da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Serviços Urbanos, nenhum equipamento deve funcionar dentro de raio de 200 metros das instituições de ensino. Tanto a secretaria quanto a Funrespol, departamento da Polícia Civil responsável pela fiscalização e vistoria das máquinas, não liberam autorizações de funcionamento desde o ano passado.
Para receber o alvará, os proprietários de caça-níqueis devem apresentar registro da pessoa jurídica, notas de compra, documentos de importação (maioria das máquinas é importada) e ainda aguardar a vistoria de peritos. Eles avaliam os índices e probabilidade de acerto e definem se os equipamentos são ou não ‘‘viciados’’. Depois de aferidos, recebem um lacre e são avaliados mensalmente. Estes selos não podem ser violados.

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