Fiscais têm
muitas histórias
para contar
O professor de engenharia da UFPR, Heitor de Andrade Neto trabalha há 22 anos em vestibular na Universidade. Este ano os trabalhos foram tranquilos, mas no ano passado ele teve que barrar a entrada de um candidato armado, que se dizia segurança de banco. Em outro concurso, um candidato, desesperado por chegar atrasado e perder a prova, tentou escalar o pára-raio do prédio no centro Politécnico, mas acabou sendo pego e impedido de entrar.
Histórias como estas fazem parte da memória dos vestibulares da Universidade. Todos os anos, mnilhares de pessoas envolvem-se nestes trabalhos. Neste ano, 3.548 pessoas foram chamadas a trabalhar no vestibular. ‘‘Eu gosto de fazer isto, porque estou colaborando para que os candidatos entrem na universidade e também saio da rotina’’, conta Andrade Neto, que permaneceu nestes três dias de provas das 7 às 14 horas de pé, andando entre as carteiras, fiscalizando de uma sala a outra.
Para não cansar, nenhum deles faz nada de especial. No meio do trabalho, apenas um pequeno lanche fornecido pela Universidade. Segundo a aplicadora de provas Clara Antunes Mota Paes, que é professora ligada à Secretaria Estadual de Educação e há 5 anos trabalha em vestibulares, quem trabalha no vestibular procura fazer tudo com serenidade para que os candidatos se acalmem. (M.G.)

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