Fiscais investigam origem de espuma no Ribeirão Lindóia
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terça-feira, 17 de setembro de 2002
Emerson Dias<br> Reportagem Local 
Fiscais do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) vistoriaram ontem a junção dos rios Lindóia e Quati na região norte de Londrina. No local, foram encontrados resíduos de esgoto e uma camada densa de espuma.
A fiscalização foi realizada na manhã de ontem, depois que denúncias de moradores do Conjunto Mister Thomas chegaram aos órgãos responsáveis. ''Estou vendo esta água preta há um mês. Ligamos para a Sanepar, mas eles vieram aqui somente esta semana'', criticou o eletricista Maurício Rodrigues, que mora no local há 18 anos.
As duas tubulações de galerias pluviais ficam próximas a um ''elevatório'', estação da Empresa de Saneamento do Paraná (Sanepar), onde o esgoto é recolhido e enviado para uma central de tratamento. Três fiscais do IAP recolheram amostras dos rios e outros três fiscais da Sema acompanharam a operação. Para eles, somente uma análise detalhada do material coletado vai apontar se há ou não poluição no local. ''É comum vermos espuma na liberação de água de um elevatório. Temos que aguardar entre dez e 12 dias para verificar o resultado do laboratório'', disse o fiscal do IAP, Hélio Bigentte. Luiz Campanha Filho, fiscal da Sema, também concordou com Bigentte, mas considerou ''excessiva a espuma no local''. Ele disse também que terá que averiguar a origem do barro escuro acumulado nas margens. ''Pedimos para a Sanepar a utilização de um antiespumante, mas (a empresa) disse que vai aguardar o laudo do IAP'', comentou Campanha Filho.
Enquanto o laudo não sai, os moradores disseram que ''terão que conviver com a sujeira e o descaso'' das autoridades locais. ''Quando a água cai na pele, ela provoca uma micose danada. Quando chove é ainda pior porque a água vem mais suja'', denunciou a estudante Débora Beloti Miranda, que mora perto do Lindóia há dez anos.


