Fiscais fazem alerta sobre a piracema
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segunda-feira, 19 de outubro de 1998
Alexandre Sanches 
Os fiscais do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em Londrina vão intensificar, a partir de hoje, a fiscalização no Rio Tibagi e afluentes para coibir a pesca no período da piracema. Ontem, em Jataizinho (25 km a leste de Londrina), fiscais do IAP e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Ambientais (Ibama) fizeram uma fiscalização educativa no rio, alertando os pescadores que a pesca está proibida desde o dia 15 até o dia 28 de fevereiro.
No período da piracema - época em que os peixes sobem os rios para a desova - a pesca nos rios de domínio do Estado como o Tibagi, Ivaí, Piquiri e afluentes está proibida. Com o Código de Crimes Ambientais, regulamentado no início do ano, o pescador que for pego em flagrante perderá todo o equipamento de pesca. Caso esteja rebocando barco, poderá ter o veículo apreendido pelos fiscais do Ibama e do IAP. A multa varia entre R$ 140,00 e R$ 280,00. Se o pescador for condenado pelo crime contra o meio ambiente, poderá cumprir pena que varia de dois meses a três anos de prisão.
Durante a vistoria nas margens do rio, os fiscais entregaram panfletos explicativos e conversaram com poucos pescadores que usavam varas de bambu e molinetes. A pesca está permitida no Tibagi um quilômetro abaixo da localidade do Tira Fubá (uma corredeira forte a cerca de quatro quilômetros abaixo da ponte ligando Jataizinho e Ibiporã) até a represa de Capivara, em Porecatu, comentou o fiscal de caça e pesca do Iap, Luiz Lopes.
Um espinhel - instalado provavelmente no domingo - foi retirado da água. Os fiscais vasculharam as margens do rio para tentar encontrar outros espinhéis e redes armadas. A previsão do IAP é que o aproveitamento da desova, este ano, seja de 60% em relação ao ano passado. Como o nível do Tibagi está alto, é melhor para a procriação. Os peixes precisam de mais movimento para desovar e com o rio cheio, o processo pode ser mais rápido, explicou.
Além dos fiscais do IAP e do Ibama, o trabalho terá o reforço do destacamento da Polícia Militar Florestal de Londrina. Em 97, segundo Lopes, houve várias autuações durante todo o período da piracema. Este ano, com o reforço da Lei de Crimes Ambientais, a fiscalização será mais rigorosa, alertou.
Nos rios Paranapanema e Paraná, de domínio da União - nascem em outros Estados e desaguam ou somente passam pelo Paraná - ainda não está definido o período de proibição da pesca. A portaria federal deve ser publicada até o final deste mês. Os fiscais orientam que a pesca está permitida somente nas represas e lagoas autorizadas e nos pesque-pague.


