Da Sucursal
Desde o início do ano, 22 pessoas foram flagradas no Estado por fiscais do Conselho Regional de Odontologia (CRO) exercendo ilegalmente a profissão de dentista. A maioria dos casos ocorreu no interior do Estado, e os ‘‘práticos’’ pegos em flagrante foram presos por policiais militares.
O CRO tem um convênio com a Polícia Militar e a Vigilância Sanitária para realizar a fiscalização e a prisão, se for necessário. O caso que está causando mais indignação entre os odontólogos foi o ocorrido em Laranjeiras do Sul, há duas semanas.
Os fiscais apreenderam todo o material do prático de prótese dentária Edson Kudelski, flagrado trabalhando na boca do paciente Edegar Turra Filho. ‘‘O deputado estadual Renato Adur (PMDB) está pedindo que o CRO puna os fiscais em vez de pedir a punição do prático’’, disse o presidente do CRO-PR, Márcio Jaconel.
Segundo ele, tanto o paciente quanto os profissionais que usavam o serviço do prático assinaram na polícia os autos de flagrante confirmando que sabiam que Kudelski era prático e não um profissional da área de odontologia. ‘‘Nesses casos, os profissionais respondem a um processo junto ao conselho ético do CRO e a punição vai desde uma advertência verbal até a cassação do direito ao exercício da profissão. No caso dos práticos, a punição fica a critério da Justiça’’, esclareceu Jaconel.
Em contradição ao que foi registrado pela PM, em Laranjeiras do Sul, o deputado Adur enviou um requerimento ao CRO dizendo que ‘‘Edson Kudelski informou que exerce a sua função de auxiliar de técnico de prótese no seu local de trabalho e em hipótese alguma auxilia o dentista Luiz Gustavo Tacla em seu consultório’’.
O deputado Adur pede uma averigação, ‘‘se houve arbitrariedade dos fiscais do CRO e ainda se as pessoas que se intitularam fiscais são mesmo profissionais do CRO. Tivemos a informação de que houve uma denúncia anônima e queremos as confirmações’’, afirmou.

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