Os adolescentes que trabalham com fiscais da Zona Azul, no centro de Londrina, afirmaram à Folha que é comum perceberem pessoas em atitudes suspeitas observando os veículos estacionados.
‘‘A gente tem que acionar o supervisor da nossa área ou chamar a polícia pelo 190’’, afirmou um fiscal que trabalha nas proximidades do Bosque ao lado da Catedral Metropolitana, concordando que só isso não inibe a ação dos marginais. E eles ainda têm que administrar um outro problema. ‘‘Os motoristas não querem nem saber de explicação. Eles dizem que estão pagando e não querem ficar no prejuízo.’’
Seu colega de área, que trabalha como fiscal há quase um ano, reforçou que é comum os colegas contarem sobre furtos. ‘‘Há mais ou menos um mês, um amigo meu foi ameaçado com um revólver por um moleque que queria arrombar um carro’’, contou. A Folha apurou ainda que alguns fiscais chegam a alertar os motoristas sobre os riscos de estacionarem seus veículos nas ruas do centro.

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