Depois que 45 adolescentes que trabalham como fiscais da Zona Azul (estacionamento regulamentado) perderam oportunidade de emprego em empresas de Londrina por falta de capacitação, a Escola Profissionalizante e Social do Menor de Londrina (Epesmel), que administra o serviço, criou oportunidade para que esses jovens frequentem cursos preparatórios. Desde segunda-feira, 25 garotos estão assistindo às aulas de informática, aprendizagem de técnicas da área comercial e de auxiliar administrativo, além de fundamentos de relações humanas, trabalho e medidas preventivas de segurança.
O objetivo é facilitar a entrada desses jovens no mercado de trabalho. Em setembro terminou o prazo dado pela Procuradoria Estadual do Trabalho para que 1.100 empresas de Londrina contratassem menores como aprendizes. Cerca de 45 menores da Epesmel conseguiram emprego, mas nenhum da Zona Azul devido à falta de qualquer capacitação profissional.
A procuradora do Trabalho, Margaret Matos de Carvalho, recomendou que a Epesmel desse prioridade na substituição dos menores de 18 anos que trabalham na Zona Azul porque a atividade foi considerada ``insalubre e perigosa`` para adolescentes.
Segundo o presidente da Epesmel, padre Lídio Roman, a carga horária é adaptada para atender os adolescentes, já que eles estudam em um período e no outro trabalham como fiscais. Diariamente, além das quatro horas de trabalho, os menores cumprem carga horária de duas horas como alunos dos cursos de capacitação.
``A adaptação da carga horária vai permitir que os fiscais da Zona Azul também recebam instrução profissional que já era oferecida para cerca de 800 menores da instituição e facilitar a ingressão deles no mercado de trabalho como aprendizes``, explicou o padre Lídio Roman.
Nos meses de dezembro e janeiro será realizado um ``intensivão`` para agilizar o cumprimento da carga horária total do curso, que é de cerca de 800 horas. A maioria estuda à noite e poderá frequentar as aulas no períodos matutino e vespertino. Ao todo, 230 menores de 16 a 18 anos trabalham como fiscais da Zona Azul, recebendo remuneração média de R$ 150,00 por mês.
Apesar da orientação da procuradora, o presidente da Epesmel diz que a atividade deverá continuar sendo realizada, já que é uma forma de renda enquanto os menores não conseguem emprego formal. Ontem, a Folha não conseguiu falar, por telefone, com Margaret de Carvalho.

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