Fiscais comprovam corte de árvores em Marrecas
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 03 de agosto de 2001
Cláudia Carneiro<BR>Especial para a Folha<BR>De Guarapuava 
Fiscais do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e policiais federais voltaram ontem à área indígena de Marrecas, situada entre Guarapuava e Turvo, onde, na quarta-feira, foram presas sete pessoas e madeira que seria retirada ilegalmente da reserva.
Segundo o delegado da Polícia Federal, José Alberto Iegas, o grupo vistoriou diversos pontos da reserva e, ao lado das árvores tombadas por causas naturais, haviam dezenas de árvores com sinais de corte recente. Existe até uma estrada de mais ou menos uns 20 quilômetros aberta dentro da área indígena, justamente para a retirada da madeira, acrescentou. Iegas nega que o acordo feito no final do ano passado tenha autorizado os índios a comercializarem as áreas caídas. O que existe, conforme o delegado, é autorização para que os indígenas aproveitassem a madeira dentro da própria área.
As sete pessoas presas com o carregamento ilegal pagaram fiança e foram soltos, na noite de quarta-feira. O chefe do posto indígena da área, Pedro Seg-Seg, acusado de ter autorizado a retirada da madeira, diz desconhecer a existência dos recibos de R$ 1.100 onde aparece sua assinatura. Meu nome deve ter sido falsificado, garante. A Polícia Federal deverá submeter os recibos a um exame grafotécnico, informou o delegado Iegas.


