Fiscais coíbem pesca em parque
Vânia Moreira
A pesca no Rio Paraná dentro do Parque Nacional de Ilha Grande não será proibida, porque as águas do rio ficaram fora da área do parque. A exclusão do leito do rio ocorreu para não inviabilizar o transporte fluvial de cargas. Com isso, a pesca também continua permitida dentro dos limites previstos nas leis de proteção ambiental. Entretanto, a fiscalização ficou mais rigorosa por conta da criação do parque. Agora, são cinco órgãos diferentes mantendo cerca de 20 fiscais na região.
Segundo a diretora do parque, Maude Nancy Motta, somente o Coripa, consórcio formado por quatro municípios para preservar o meio ambiente na região, mantém 12 fiscais nas ilhas. A vigilância também é feita por uma equipe da Polícia Florestal estabelecida em Icaraíma (67 km a noroeste de Umuarama), pela administração das Áreas de Proteção Ambiental (APAS) com a ajuda da Polícia Militar em cada município, além do Ibama e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Maude ressaltou que os pescadores estão mais conscientes da necessidade de preservar a fauna do rio e chegam a denunciar quem pratica pesca predatória.
A diretoria do Parque de Ilha Grande alerta que a permissão vale apenas para o leito do Paranazão. Nas lagoas dentro das ilhas e várzeas, está proibido qualquer tipo de pesca. As lagoas são as preferidas dos pescadores por causa da abundância e concentração de peixes. As lagoas são os principais berços de procriação de peixes e até o acesso a estes locais será restrito, informou Maude. Paraíso dos pescadores até algum tempo, as duas principais lagoas do parque, Xambrê e São João, agora só poderão ser visitadas com autorização do Ibama.
A pesca foi liberada em meados de janeiro, depois de 90 dias totalmente proibida devido ao período de desova dos peixes. Foi a primeira vez que o Ibama proibiu a pesca até para pescadores profissionais no Rio Paraná. Nos rios Piquiri e Ivaí, os dois principais afluentes do Paranazão, permanece proibido qualquer tipo de pesca até março.





