Fiscais auxiliam motoristas, diz Urbs
A assessoria de imprensa da Urbs informou que todos os terminais de ônibus têm fiscais que verificam a existência de vendedores ambulantes. Caso alguém passe despercebido, o motorista tem autorização para parar o ônibus e pedir para o comerciante sair. Ele também pode solicitar ajuda da Guarda Municipal. Isso é feito para evitar possível confusão e, assim, manter os demais passageiros em segurança.
Sobre o cumprimento de horários, a assessoria informou que a tabela é feita tomando por base a avaliação real e histórica da linha de cada ônibus. Mas como a cidade passa por alterações, é realizado acompanhamento permanente sobre o tempo que os veículos levam de um terminal a outro. Por exemplo, se determinada linha possui 10 motoristas e apenas um tem frequentes atrasos, o problema pode ser com ele. Mas se os atrasos acontecem também com outros motoristas, o horário da linha é revisto.
Já a assessoria de imprensa do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros (Setransp) informou que um dos problemas que causam estresse é o fato de os motoristas geralmente trabalharem em mais de um emprego. Assim, não arranjam tempo para descansar e cuidar da saúde.
Segundo Maria Luiza Martins, encarregada de Recursos Humanos da Transportes Coletivos Grande Londrina (TGGL), uma das empresas que explora o serviço na cidade, não há estatística comprovando que o acúmulo de funções seja a causa de estresse nos motoristas. ''Na maioria dos casos há um histórico financeiro ou familiar que desencadeia o problema, e não a situação ocupacional'', argumenta.
De acordo com Maria Luiza, o motorista cobra a passagem apenas nos micro-ônibus e, nos carros longos, após as 19 horas, quando diminui a demanda de atendimento. Ela acrescenta que a empresa investe há muitos anos em um programa de promoção interna, em que os cobradores são treinados para assumir a função de motorista. (Colaboraram Diogo Cavazotti e Caroline Vicentini).





