Da Sucursal

Marcelo AlmeidaDaniel Ribeiro, fiscal da prefeitura: dente perdido em luta com ambulanteA falta de segurança é o principal problema que os fiscais da Secretaria Municipal de Urbanismo (SMU) têm no momento de enfrentar os ambulantes ilegais no centro de Curitiba - principalmente nas ruas Pedro Ivo, João Negrão e nos arredores do terminal de ônibus Guadalupe. Em 1996, foram registrados 13 casos de agressões a fiscais, inclusive com esfaqueamento.
Na semana passada, o fiscal Daniel Ribeiro foi agredido por um vendedor ambulante durante uma apreensão de cigarros na região e perdeu um dente. ‘‘Os camelôs armaram uma emboscada com uma gangue de batedores de carteira e na hora em que chegamos para fiscalizar eles partiram para a agressão’’, conta ele. O fiscal fez queixa na polícia mas o caso ainda não foi resolvido. Ele fez um orçamento odontológico e terá que gastar R$ 1,1 mil para consertar o problema dentário. ‘‘Vou pedir indenização à prefeitura.’’
A partir desta semana, soldados e veículos da Polícia Militar vão apoiar os fiscais durante o trabalho de regularização dos camelôs e apreensão de mercadorias. A operação, que ainda não tem data prevista para iniciar, objetiva evitar as frequentes agressões físicas sofridas pelos fiscais, além de fiscalizar os ambulantes ilegais - tanto os passíveis de regularização quanto os que vendem produtos contrabandeados, como cigarros e cerveja.
Segundo dados da SMU, dos cerca de 200 ambulantes ilegais que atuam em Curitiba, cem são cigarreiros. O camelô José Alcir Amorim, que há dois anos vende cigarros contrabandeados do Paraguai no centro de Curitiba, reclama da fiscalização:‘‘A maioria das mercadorias apreendidas fica com os próprios fiscais. As ruas estão cheias de fiscais, mas com poucos policiais para prender bandido.’’ Ele diz que já perdeu cerca de R$ 2 mil em mercadorias.

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