Financiamento exclui 80% dos inscritos
Marta Medeiros
De Maringá
Especial para a Folha
Mais de 9,5 mil pessoas se inscreveram na Cohapar Regional de Maringá, em busca da casa própria. Deste total, 8,3 mil são do município e outros 1,2 mil de Sarandi (7 quilômetros a leste de Maringá). As exigências para o financiamento devem deixar de fora pelo menos 80% dos inscritos. Além do crivo para se obter o crédito, o programa Casa Feliz contempla apenas 250 unidades habitacionais, diminuindo as chances de quem tenta uma moradia própria.
Segundo o gerente regional da Cohapar, Luiz Carlos dos Santos, a companhia está cadastrando nos computadores as inscrições que foram feitas em fevereiro. Em uma análise parcial, o gerente prevê que menos de 20% terão condições de se adequar às exigências para o financiamento denominado de crédito associativo pela Caixa Econômica Federal. Os terrenos, localizados na zona norte da cidade, já foram doados pelo município.
Entre as exigências, a comprovação de renda e a ficha limpa nos serviços de proteção ao crédito são os pontos mais rigorosos para quem deseja ser mutuário. Santos explica que o crédito, estimado em R$ 3,9 milhões neste programa, é para a faixa de três a 12 salários mínimos. O financiamento deverá ser pago em 20 anos. Das unidades que serão construídas, 100 são apartamentos, 131 casas e 19 sobrados.
Com as condições do financiamento, o programa deve evitar a inadimplência, que no último levantamento da regional de Maringá estava em torno de 25% a 30%. Para incentivar o mutuário a manter em dia as prestações, a companhia promove em todo o Estado sorteios de prêmios.
Para o gerente regional, uma das maiores vantagens do programa é o sistema de autogestão na construção das casas. Objetivo é evitar a padronização das unidades e retirar da paisagem dos bairros periféricos do município as formas características dos conjuntos habitacionais.Análises preliminares da Cohapar em Maringá indicam que apenas 20% dos 9,5 mil candidatos correspondem às exigências da Caixa
Marcos NegriniNOVO MODELOSistema de autogestão permitirá a construção de casas sem cara de conjunto habitacional





