Finais felizes do dia a dia
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Fernanda Carreira e Carolina Avansini<BR> Reportagem Local 
Thaís e Lincoln Henriques, de Apucarana, e a estudante Nathalia de Oliveira Westphalen, de Londrina, viveram dramas diferentes durante o ano que termina. O casal que teve o filho recém-nascido sequestrado por uma falsa enfermeira e a moça diagnosticada com leucemia e que protagonizou uma campanha pela doação de medula óssea ocuparam as páginas da FOLHA com histórias que, inicialmente tristes, cederam lugar à superação e à alegria.
Finais felizes entre as reportagens publicadas pelo jornal, as experiências de Nathalia, Thais e Lincoln foram escolhidas para mostrar, na semana do Natal, que a esperança, a solidariedade e a fé são valores que fazem diferença.
Em agosto, como acompanhado pela FOLHA, a dona de casa Thaís e o motorista Lincoln tiveram o pequeno Nicolas Braga Henriques, hoje com 4 meses, sequestrado no Hospital da Providência, em Apucarana (Norte), poucas horas após nascer.
Um dia após o sequestro, Nicolas foi encontrado em Cambé, na casa de parentes da acusada pelo crime, que teria se passado por enfermeira do hospital. A filha da sequestradora teria forjado uma gravidez e, para manter a mentira, a acusada teria praticado o sequestro.
Emocionada ao relembrar do fato, a mãe de Nicolas conta que a fé em Deus foi o que a manteve esperançosa de que teria o sorridente garoto em seus braços novamente. ''Em nenhum momento pensei que não iria encontrá-lo, sentia Deus dizendo para mim que era para confiar nele, entregar este fardo nas mãos dele e foi o que eu fiz'', contou.
Thaís relata jamais ter imaginado que isso pudesse acontecer com alguém de sua família. Segundo a dona de casa, o suporte dos amigos, familiares, conhecidos e até mesmo pessoas desconhecidas foi muito importante para que ela e o marido não entrassem em desespero no momento em que descobriram o desaparecimento do filho.
''Eu tenho que agradecer aos policiais, que foram muito rápidos, às pessoas que colocaram o fato na mídia imediatamente e a toda a minha família que não me abandonou em nenhum minuto'', destacou.
Quando o policial chegou com o bebê nos braços, na noite do sequestro, o misto de alegria e saudade tomaram conta de Thaís.''Eu me lembro até hoje do delegado Gustavo Dantas me dizendo que não descansaria enquanto não entregasse meu filho em meus braços, que eu poderia confiar e foi o que aquele homem fez'', detalhou comovida.
Sobre o trauma enfrentado, Thaís dá um exemplo de como o momento de extrema dor pode também trazer muito aprendizado para a família. ''Estamos muito mais unidos hoje, nossa fé em Deus cresceu ainda mais e o carinho por nossos amigos também'', complementou.
''É difícil encontrar alguém na rua que não se lembre do caso que ocorreu com o Nicolas e não se emocione diante de tudo o que passamos. Tenho certeza de que, onde quer que passemos as festas de final de ano, serão momentos de tremenda alegria para todos nós'', disse.
Otimista sobre o que virá em 2011, Thaís complementa: ''eu espero que o meu bebê e minha filha cresçam muito saudáveis, e que tenhamos um ano de muita alegria e tranquilidade.''


