Fim do trevo de Ibiporã gera protestos
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quinta-feira, 14 de novembro de 2002
Célia Polesel<br> Reportagem Local 
Ontem, um dia após o fechamento do trevo de acesso a Ibiporã (14 km a leste de Londrina), sentido Jataizinho-Londrina, começaram as reclamações. O local foi fechado após a finalização do Contorno Norte de Ibiporã pela concessionária Econorte. Representantes do município apresentaram solicitação à concessionária para que o trevo seja reaberto. O presidente da Associação Comercial da cidade Fernando Moya de Morais enviou ontem um ofício ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER) pedindo a abertura do trevo e apresentando uma sugestão de modificação.
Segundo Morais, o acesso ao município ficou mais difícil porque é necessário trafegar mais de cinco quilômetros para ter acesso à entrada de Ibiporã. De acordo com ele, o local que foi fechado há mais de 70 anos. ''O comércio é quem perde. Nós acreditamos que a segurança é importante, mas os comerciantes da cidade não podem ser prejudicados.''
O prefeito de Ibiporã Reinaldo Ribeirete (PSDB) concorda que o fechamento do acesso prejudica a cidade. Segundo ele, no projeto original estava previsto um viaduto no local. ''Não sei por que foi feita a modificação, mas vamos fazer o que for possível para reverter a situação. Nosso comércio não pode ser prejudicado'', afirmou.
Para Ribeirete, a Econorte tem condições de resolver o problema. ''Tem que ser fazer um trevo no local com sinalização, iluminação e, se for o caso, com redutor de velocidade. Nós não desistiremos da reabertura do local'', ressaltou. Segundo ele, é preciso ter uma via mais direta para a cidade, sem prejudicar a segurança.
Dilson Pelisson, gerente de projetos e contratos da Econorte, disse que o projeto executado foi aprovado há mais de dois anos. ''Com a diminuição do valor do pedágio durante 1,5 ano tivemos que readequar os projetos. A construção do viaduto não foi descartada, ela foi adiada.'' Segundo Pelisson, a concessionária se preocupa mais com o usuário da rodovia e, para ele, a segurança é o mais importante. ''Nós somos contra a reabertura, mas não somos intrasigentes, vamos discutir o assunto.''
Pelisson informou também que se o DER solicitar a reabertura do local a Econorte fará, mas que isto terá que ser discutido. ''Todos terão que assinar e se responsabilizar pela abertura, porque quando acontecer a primeira morte quem vai responder?'', questionou. De acordo com o gerente, existem mais quatro opções para entrar na cidade.


