O fim anunciado do Terminal de Transporte Coletivo Urbano de Maringá não agrada aos usuários. Construído em 1989, na Avenida Tamandaré, entre a antiga rodoviária e o local onde existia a ferroviária da cidade, o terminal era necessário para a integração das linhas. Quem pegava um ônibus com destino ao centro poderia chegar a qualquer outro bairro, com a mesma tarifa, desembarcando dentro da área cercada do terminal.
A Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC), concessionária do serviço na cidade, modernizou o sistema adotando primeiro o ‘‘passe inteligente’’ e agora o cartão informatizado, que permite ao usuário usar a mesma tarifa em duas linhas. Mesmo desembarcando em um ponto de bairro, o passageiro pode usar outro coletivo com a mesma tarifa, desde que respeite o tempo de mudança de linha, que varia conforme o trajeto do usuário.
A modernização do sistema eliminou a necessidade do terminal. A prefeitura quer agilizar a remoção, principalmente porque, apesar de planejada, a área central de Maringá tem um trânsito complicado pela falta de vias alternativas à Avenida Brasil. Liberando a Tamandaré, a Secretaria de Transportes pretende promover alterações para melhorar a situação do fluxo de veículos na área.
Os usuários do terminal desaprovam a iniciativa. Alegam que sem a área protegida, o passageiro será obrigado a desembarcar na calçada e, nos dias de chuva, refugiar-se nas lojas. O problema, alertam os mais observadores, é que na área onde deve continuar os desembarques, em torno da antiga rodoviária, o comércio se resume a bares e hotéis de alta rotatividade.
A TCCC transporta, em média, 3,5 milhões de passageiros por mês e, boa parte, passa pelo terminal urbano. A qualquer hora do dia, o movimento no local é grande e fica difícil imaginar onde todos os passageiros vão formar filas para aguardar o coletivo. O usuário não deveria ser sacrificado ainda mais.

mockup