Fim do horário de verão divide opiniões
PUBLICAÇÃO
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local 
Acordar enquanto ainda é noite. Para muita gente, o horário de verão não é encarado com bom humor. Para aqueles que ''madrugam'', a mudança de horário é sinônimo de pouco tempo de sono e muito, muito esforço. Outras pessoas, no entanto, lamentam o fim do horário de verão.
Gleison Squarça é proprietário de uma padaria há 14 anos. Para ele, que mantém o despertador programado diariamente para as 5 horas, o horário de verão é sinônimo de acordar atrasado. ''Não adianta, eu nunca me acostumo com a mudança'', conta Gleison, que não vê a hora disso tudo acabar.
E é por isso que ele comemora a notícia de que o horário de verão termina hoje à meia-noite. ''Agora vai tudo voltar ao normal. Quando eu estiver abrindo a padaria já estará claro e assim, consequentemente, volto a me sentir mais seguro também'', comenta ele, sobre o fato de ter que sair de casa quando ainda está escuro.
Massako Zukeran, feirante há mais de 40 anos, também está feliz com a idéia de que poderá retomar à sua rotina. ''Eu acordo às 3 horas da manhã para às 4 montar a barraca'', diz ela. Acostumada a dormir sempre após às 22 horas, ''quando acaba a novela'', ter que despertar uma hora antes é um sacrifício. ''Não consigo ir pra cama cedo, então o único jeito é tirar uma soneca depois do almoço. Mas se eu pudesse, acabaria com esta história de horário de verão. Atrapalha demais'', comenta.
Taxista há sete anos, Célio Antônio de Souza sabe muito bem o que é trabalhar de madrugada. Todos os dias, ele chega no ponto do Aeroporto de Londrina às 5 horas. ''Na verdade, com o horário de verão é como se eu estivesse chegando às quatro'', lembra. Mas mesmo tendo que trabalhar um pouco mais no escuro, Célio diz estar acostumado com a mudança. ''Quem é taxista já é acostumado com isso, então pra mim, o horário de verão não é um bicho de sete cabeças. Me acostumo fácil, fácil'', garante.
Entre os que já estão lamentando o fim do horário de verão está o casal de universitários Gabriela Baptistotti Nunes e Érik Daniken, que dedica os finais de tarde à prática de atividade física. Ontem eles se preparavam para, a partir da semana que vem, sair de casa uma hora mais cedo para caminhar no Zerão. ''Eu gosto do horário de verão porque dá para aproveitar mais o dia. A gente caminha até mais tarde, vê o pôr-do-sol. Prefiro 'perder' uma hora de manhã e ganhar tempo no final da tarde'', argumenta Gabriela. (Colaborou Silvana Leão)


